O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta 5ª feira (14.mai.2026) que a administração do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) suspendeu a política de valorização do salário mínimo. A política havia sido criada durante os governos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O ministro fez a declaração no Palácio do Trabalhador, em São Paulo, durante audiência pública sobre a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que trata do fim da escala 6 X 1, que compõe o programa “Câmara pelo Brasil”. Marinho participou do evento, que também contou com a presença da ex-ministra Marina Silva (Rede) e dos deputados Alencar Santana (PT-SP) e Reginaldo Lopes, (PT-MG).
Durante o discurso, o ministro defendeu a redução da jornada de trabalho. Ele apresentou dados sobre o impacto da política de valorização do salário mínimo.
O ministro chamou a gestão anterior de “governo da escuridão” e “BolsoMaster”. O salário mínimo atual é de R$ 1.621. Segundo o ministro, sem a retomada da política de valorização em 2023, o piso estaria “entre R$ 790 e R$ 810”.
Ele argumentou que a política foi responsável por elevar o poder de compra do piso nacional ao longo dos anos.
O ministro também defendeu a proposta de redução da carga horária semanal de 44 para 40 horas sem redução salarial. Ele criticou empresários contrários ao fim da escala 6×1.
Marinho argumentou que os questionamentos sobre possível geração de desemprego ou informalidade com a redução da jornada repetem críticas históricas feitas contra outros direitos trabalhistas. Entre os exemplos citados, estão a criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), do 13º salário e das férias remuneradas.
