O ouro encerrou a sessão desta quinta-feira (14) em queda, em meio a um dólar mais forte, com o mercado acompanhando a reunião entre os presidentes dos Estados Unidos e da China, Donald Trump e Xi Jinping, além de seus desdobramentos para o conflito no Oriente Médio.
Os investidores acompanham, ainda, novas medidas que restringem a importação do metal na Índia.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para junho encerrou em queda de 0,45%, a US$ 4.685,3 por onça-troy. Já a prata para julho caiu fortemente em 4,52%, a US$ 85,328 por onça-troy.
Após a reunião em Pequim, Trump afirmou que Xi não vai mais fornecer equipamentos militares ao Irã.
O chinês teria ainda se colocado à disposição para ajudar a desenvolver um acordo que, segundo a Casa Branca, deve garantir que os iranianos não possuam armas nucleares.
Contudo, as tensões ainda permanecem elevadas, em meio a apreensão e ataques à navios na região. Enquanto isso, Israel voltou a afirmar que está pronto para novas ações militares contra o Irã.
O cenário manteve o barril do petróleo acima de US$ 100 e o dólar ainda fortalecido.
Ainda assim, o TD Securities aponta que o ouro deve voltar a subir nos próximos dias, apesar de não apresentar “a mesma valorização que a prata”.
“Mesmo em um cenário de forte queda, com o preço se aproximando de US$ 4.550 o posicionamento cairia apenas temporariamente antes de se recuperar”, afirmam.
Também no radar, a Índia continua a endurecer as regras para a importação do ouro. As importações de barras acima de 100 quilos do metal vão precisar ser autorizadas pelo governo indiano, de acordo com a Bloomberg.
A medida é uma tentativa de proteção cambial e vem após o país anunciar uma alta nas taxas de importação ontem e solicitar que os cidadãos reduzam as compras de ouro no começo da semana.
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