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Menino usa emoji de choro para pedir socorro após ex da mãe descumprir medida protetiva; veja a conversa

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Menino usa emoji de choro para pedir socorro após ex da mãe descumprir medida protetiva; veja a conversa

Um menino de 10 anos conseguiu pedir ajuda para a Patrulha Maria da Penha, da Guarda Civil Municipal de Cabo Frio, enviando emojis de choro e um ponto de interrogação, após o ex-namorado da mãe descumprir uma medida protetiva e ir até a casa da família. O caso aconteceu na quarta-feira (26) e levou à prisão do suspeito.

Segundo a corporação, por volta das 22h04, a criança enviou a primeira mensagem. A equipe perguntou como poderia ajudar e recebeu a resposta: “não posso falar”, acompanhada de emojis de choro. Em seguida, foram enviados áudios nos quais era possível ouvir a voz de um homem ao fundo.

Mensagem da criança para a Guarda Civil Municipal • Reprodução/Prefeitura de Cabo Frio

A mensagem gerou suspeita e uma equipe foi acionada até o endereço da vítima. A residência estava fechada e em silêncio. A motocicleta utilizada pelo homem foi localizada estacionada do outro lado da rua, em frente à casa.

As equipes permaneceram no endereço e continuaram chamando. Pouco depois, o homem apareceu na sacada.

A mulher, mãe do menino, e o homem foram conduzidos à delegacia. Ele permaneceu preso por descumprimento de medida protetiva.

“Foi importante a sensibilidade da equipe para entender que aquela mensagem poderia ser um pedido de socorro. Quando alguém não consegue falar, até uma mensagem aparentemente simples pode ser um sinal de que precisa de ajuda. Por isso, a equipe permaneceu no local e fez a averiguação até conseguir identificar o que estava acontecendo”, disse a inspetora-adjunta Regiane Costa, da Patrulha Maria da Penha.

Brasil registrou 132 mil casos de descumprimento de medidas protetivas

Em 2025, o Brasil registrou 132.025 casos de descumprimento de medidas protetivas de urgência em 2025, um aumento de 16,7% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. 

Segundo o levantamento, são, em média, 362 medidas descumpridas por dia, 15 a cada hora.

As medidas, previstas na Lei Maria da Penha, têm como objetivo garantir a segurança de mulheres vítimas de violência doméstica. Entre as determinações judiciais estão o afastamento do agressor do lar, a proibição de contato com a vítima e a restrição de aproximação.

Apesar de serem um dos principais mecanismos de proteção às vítimas, quando olhado para um recorte mais específico, os dados mostram que o descumprimento das determinações judiciais continua preocupante. Em 2025, para cada feminicídio cometido no Brasil, houve 84 registros de descumprimento de medida protetiva de urgência, além de ocorrências de perseguição e outras formas de violência contra mulheres.

Em entrevista à CNN Brasil, a Juliana Brandão, coordenadora de Gênero e Raça do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, afirmou que isso mostra que essas mulheres continuam em situação de alto risco e precisam ser tratadas como prioridade pelas políticas públicas de proteção.

“O feminicídio é o desfecho de um ciclo de violências que, muitas vezes, já era conhecido pelas instituições. O desafio é conseguir interromper essa escalada antes que ela termine em morte”, concluiu.

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