O Conselho Nacional da Segurança Privada (Conasep) solicitou na segunda-feira (23/8) um pedido formal de liminar que tramita na 8ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal. A instituição pede para que as provas recolhidas no caso do vigilante William Cesar Pinto Junior, 48, morto durante uma operação da Polícia Civil do DF (PCDF), sejam preservadas. O Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT) pediu comprovações e analisa o processo.





Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William
Material cedido ao MetrópolesA corporação lamentou a morte. "O caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal"
Material cedido ao MetrópolesWilliam tinha saído de casa para trabalhar quando foi seguido por um carro descaracterizado da PCDF, segundo uma parente
Material cedido ao MetrópolesWilliam era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado Federal
Material cedido ao MetrópolesO Conasep alega que as provas correm risco de sumirem ou serem alteradas com o tempo, como a modificação do local do crime, o conserto do carro do vigilante que está com a marca do disparo, e o apagamento das imagens da câmera de segurança que registraram o momento do assassinato.
A liminar pede que o Estado guarde vídeos das câmeras corporais dos agentes envolvidos, bem como as das viaturas, gravações de rádio, registros de GPS, exames balísticos, laudo do local, veículo da vítima, e a identificação dos policiais e das armas utilizadas.
O documento, ao qual o Metrópoles teve acesso, deixa claro que não está sendo solicitado indenização, “a própria ação deixa claro que o objetivo é reconstruir os fatos com base em provas e permitir que, somente depois, seja avaliada a necessidade de novas medidas judiciais”.
O caso
- William Cesar Pinto Junior, 48 anos, morreu em 19/8, após ser baleado durante uma operação da PCDF;
- A vítima era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na residência oficial da presidência do Senado Federal;
- A ação ocorreu por volta de 5h50, na Quadra 8 do Setor Oeste do Gama (DF);
- A PCDF não confirmou se o vigilante era alvo da operação e não detalhou o que levou ao disparo;
- A corporação lamentou a morte e comunicou que o caso foi encaminhado à Corregedoria-Geral.
O que disse a PCDF
Segundo a corporação, os policiais civis estavam na região para cumprir um mandado de prisão quando balearam William. A corporação não confirmou se o vigilante era alvo da ordem policial e não deu detalhes da dinâmica que levou ao disparo.
Velório
William foi enterrado na última sexta-feira (21/8). Sob forte comoção, família e amigos gritaram por justiça e cobraram posicionamento de autoridades. Ele deixa esposa e dois filhos.
O homem era colaborador terceirizado e trabalhava como vigilante na Residência Oficial da Presidência do Senado Federal. Ele prestava serviços ao Senado havia mais de 10 anos.
O funeral reuniu cerca de 100 pessoas, entre amigos, familiares e admiradores de William, todos usavam peças brancas em homenagem ao falecido. Os presentes exibiram cartazes pedindo justiça e clamando para que o que houve com o vigilante não siga impune. Dizeres como “Polícia mata Civil” e “ 7 policiais x 1 inocente”, foram alguns presentes na pequena manifestação.
Em nota, o Senado Federal lamentou o falecimento de Willian César Pinto. “O Senado manifesta solidariedade aos seus familiares, amigos e colegas neste momento de dor. Também espera que as circunstâncias relacionadas ao ocorrido sejam apuradas pelos órgãos competentes, para o pleno esclarecimento dos fatos.”

