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Cantor Gaho revela à CNN o que mais o surpreendeu nos fãs brasileiros

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Cantor Gaho revela à CNN o que mais o surpreendeu nos fãs brasileiros

O cantor e produtor sul-coreano Gaho, 28, desembarcou pela primeira vez no Brasil para a turnê “To Mars Tour”. As apresentações começaram no dia 22 de agosto, em São Paulo, e seguem até 5 de setembro. Em entrevista à CNN Brasil, o cantor compartilhou sobre o impacto da música e da cultura coreana no país.

“Muita gente na Coreia sabe que a música coreana recebe muito carinho no Brasil. Sempre que publico algo nas minhas redes sociais, lançando um videoclipe ou quando faço uma transmissão ao vivo, os fãs brasileiros estão presentes. Até quando participo de programas de rádio ao vivo na Coreia, eles deixam comentários em tempo real, e isso já surpreendeu bastante as pessoas ao meu redor. Por isso, sei muito bem de todo o apoio que vocês [fãs] me dão e acho que agora chegou a minha vez de retribuir esse carinho,” disse.

Gaho atualmente se destaca como cantor, compositor e produtor por meio de seus projetos musicais em K-dramas, como “Start Over” de “Itaewon Class” (2020) e “Yellow Light” de “King the Land” (2023). Ele teve seu debute pela gravadora Planetarium Records em maio de 2018, com seu single “Stay Here”.

À CNN Brasil, o cantor também contou como foi seu processo criativo por trás da música “Start Over”.

“Fez tanto sucesso porque os atores fizeram um trabalho excelente, a história era muito boa e a mensagem tinha o poder de dar força às pessoas durante a pandemia. Como gravei a música assistindo às cenas já filmadas e editadas, participei do processo com a sensação de estar contracenando e acompanhando a interpretação dos atores. Foi como se eu também tivesse me tornado um dos atores. Gravei a música com esse sentimento.”

Abaixo, confira a entrevista completa:

CNN Brasil: Dentre todos os desafios que já enfrentou na carreira até o momento, teve algum que te tocou muito e que você olha hoje e pensa que, se não fosse por isso, você não seria quem é hoje? Se sim, qual?Gaho: Pessoalmente, acho que o mais difícil não é apenas enfrentar adversidades e dificuldades, mas continuar encontrando energia para aceitar novos desafios. Às vezes, as coisas não saem como eu esperava; quando componho em casa, o resultado pode não ficar como imaginei. Principalmente nos shows, muitas vezes preciso subir ao palco mesmo quando minha voz não está nas melhores condições. Apesar de ter preparado muita coisa, nem sempre consigo mostrar no palco tudo o que preparei, e situações assim acabam se repetindo.

Mas acho que isso é inevitável não só para mim, como cantor, mas para todos que trabalham diante do público. Por isso, criei o hábito de não me decepcionar demais, independentemente do resultado, e de continuar avançando com bom humor e energia. Acho que foi isso que me permitiu seguir trabalhando até hoje. Meu objetivo é não perder essa energia e continuar seguindo em frente como faço agora.

Quando recebeu o convite para vir para o Brasil, quais eram suas expectativas e imagens que você tinha sobre o país e os fãs daqui? Você acha que elas mudaram?

Me preparei desde a Coreia para vir ao Brasil. Na verdade, há alguns anos eu já pensava que precisava vir encontrar os fãs brasileiros, mas esse processo acabou demorando bastante. A viagem foi sendo adiada por diferentes motivos e acontecimentos, então sinto que demorei para chegar. Para mim e para as pessoas da minha empresa, quando pensamos no Brasil, pensamos em paixão e em uma cultura na qual todos se divertem juntos.

Por isso, eu imaginava um show em que todos estariam dançando e se divertindo entre si, independentemente de eu estar cantando ou não, como em uma grande festa. Mas, na realidade, vocês escutaram minhas músicas com muita atenção. Fiquei especialmente surpreso ao ver tantas pessoas chorando enquanto eu cantava “Stay Here”. Recebi olhares e gestos que demonstravam muito mais consideração e respeito por mim do que eu havia imaginado. Isso me surpreendeu muito e fez crescer ainda mais o respeito que sinto pelos fãs brasileiros.

Por isso, subi ao palco muito feliz, como se estivesse me apresentando diante de familiares que eu não via há muito tempo. Foi muito especial. Também percebi que, quando voltar para outro show, quero preparar mais eventos e momentos diferentes para interagir de perto com vocês.

Você tem tantos trabalhos solos quanto em grupo, como, por exemplo, a banda Kave. Você percebe ou sente que há uma diferença em todo o processo de se fazer um show quando você está sozinho ou em grupo?

Sobre a diferença entre meu trabalho solo e as atividades com a Kave, acho que a música do Gaho é um pouco mais complexa e também mais difícil. Como Gaho, tenho trilhas sonoras e músicas autorais. Além disso, em uma turnê pelo Brasil como esta, preciso preencher o palco sozinho com o apoio da faixa instrumental, então preciso pensar em muito mais detalhes e acabo gastando muito mais energia.

Enquanto no trabalho solo sinto que preciso elaborar mais estratégias, a Kave é uma banda formada por meus amigos do ensino médio e da universidade. Por isso, acho que consigo mostrar um lado mais natural de mim. Pessoalmente, quero muito trazer os integrantes da Kave ao Brasil e apresentar esse show a vocês. Com uma banda tocando realmente ao vivo, acredito que poderemos mostrar muito bem nossa identidade e musicalidade, principalmente porque o Brasil tem uma cena de bandas muito forte.

Tenho muita curiosidade para saber como o som da banda que estamos preparando será recebido pelos fãs brasileiros. Estou planejando tudo com muito cuidado para conseguir trazer os integrantes da Kave comigo na próxima vez que vier ao Brasil.

Como foi preparar o repertório pensando nos fãs brasileiros?

Preparei uma música especialmente para o Brasil. No repertório, trouxe meus sucessos, músicas que compus como Gaho, canções animadas para todos curtirem juntos no final e também várias músicas da Kave como uma pequena prévia. Entre elas, preparei especialmente um cover de “Meu Abrigo”, da banda Melim.

Na verdade, antes de começar a turnê, cantei essa música duas vezes em festivais. Desde então, os vídeos viralizaram e todos ficaram sabendo que eu havia preparado essa canção. Quando comecei os shows solo e dizia: “Preparei uma música durante um mês”, o público já reagia imediatamente: “Ah, é aquela música!”. Então ela acabou perdendo um pouco do elemento surpresa.

Mesmo assim, acho que os fãs veem com carinho o fato de eu ter preparado essa música durante tanto tempo e também cantam junto comigo. Além disso, os próprios artistas da versão original deixaram comentários, então a canção passou a ter um significado ainda mais especial para mim. É um desejo pessoal, mas gostaria de cantá-la com eles algum dia. Espero que isso possa acontecer.

Você é um artista jovem e já tem uma trajetória com fãs em diversos países, e muitos desses seus fãs também são artistas ou sonham em se tornar algum dia. Qual conselho você daria a eles com base em tudo que viveu e está vivendo?

Se há pessoas que querem trabalhar como artistas, como eu, acho que tenho um conselho principal. Seja ao se preparar para ser cantor, compositor ou exercer qualquer profissão diante do público, muitas pessoas pensam: “O que preparei ainda não é bom o suficiente para mostrar. Só devo mostrar quando estiver realmente pronto”. Por se concentrarem nas próprias limitações, elas acabam não tendo coragem de tentar.

Conheci muitas pessoas assim. Mas espero que vocês não ajam dessa forma. Mesmo que achem que ainda não cantam bem ou que não estão prontos para ficar diante das pessoas, recomendo fortemente que simplesmente tentem. Vocês também desenvolvem suas habilidades ao enfrentar a experiência e, na minha opinião, os fãs são mais generosos do que imaginamos e estão dispostos a acompanhar nosso crescimento. Olhando para trás, houve uma época em que meus palcos e minhas músicas ainda tinham muitas falhas, mas, em vez de sentir medo, eu simplesmente fui lá e fiz.

Por isso, fiz muitas escolhas ousadas e hoje sinto que agi bem. Espero que vocês também façam escolhas corajosas. Aprender a não se preocupar com o que os outros vão pensar também pode ajudar muito.

Não sei se estou em posição de dar conselhos, mas, antes de tudo, agradeço muito pelo apoio. Muitos fãs me dizem que minhas músicas lhes dão força e coragem para seguir com aquilo que fazem. Mas acredito que essas pessoas também gostam da minha música porque vivem com dedicação e se esforçam para fazer bem o próprio trabalho. Então, se eu continuar dando o meu melhor como cantor e vocês também continuarem dando o melhor de si em seus próprios caminhos, acho que juntos poderemos criar algo ainda mais bonito.

O que você pode dizer sobre projetos futuros?

Minhas próximas atividades seguirão mais ou menos o mesmo caminho. Vou voltar para a Coreia levando comigo toda a inspiração e a influência que recebi dos fãs brasileiros. Quando voltar para a Coreia, pretendo compor muito, inspirado e influenciado por tudo o que recebi dos fãs brasileiros. Quero voltar a aparecer diante de vocês com essas músicas.

Também vou trabalhar bastante em novas canções com os integrantes da Kave e preparar tudo passo a passo para que, na próxima vez, possamos voltar com um show. Além disso, vou continuar cuidando de mim e seguindo em frente como agora. Como preciso voltar diante de vocês em boas condições e mostrar sempre o meu melhor, considero minha missão continuar produzindo essa energia.

Quando eu reencontrar os fãs brasileiros, voltarei com um show ainda melhor e em um ambiente mais confortável para todos. Por favor, esperem por mim até lá. Muito obrigado pela entrevista de hoje. Espero que possamos nos encontrar novamente. Obrigado!

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    Gaho no clima da cultura brasileira em seu show de São Paulo • Larissa Trajano

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    Gaho cantou diversas músicas de sucesso em seu primeiro show da turnê • Larissa Trajano

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    Gaho interagiu muito com seus fãs em São Paulo • Larissa Trajano

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    Gaho se apresentou em São Paulo no dia 22 de agosto • Larissa Trajano

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    Gaho se apresentando no meio da multidão • Larissa Trajano

Confira a agenda de shows de Gaho no Brasil

  • 28 de agosto: Belém (Teatro It Center)
  • 30 de agosto: Fortaleza (Teatro Brasil Tropical)
  • 1 de setembro: Salvador (Teatro da Cidade)
  • 3 de setembro: Florianópolis (John Bull)
  • 4 de setembro: Porto Alegre (Centro de Eventos CIEE)
  • 5 de setembro: Curitiba (Igloo Super Hall)

Os ingressos para os shows já estão disponíveis, exclusivamente pelo site meaple, com pacotes e ingressos variados, dependendo da atividade ou setor que for selecionado.

*Sob supervisão de Tamiris Gomes, da CNN Brasil

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