A Caixa Econômica Federal superou pela primeira vez a marca de R$ 1 trilhão no crédito imobiliário em carteira, segundo balanço do segundo trimestre.
O saldo representa um crescimento de 15% na comparação entre junho de 2026 e de 2025, e a expectativa do banco é de seguir em expansão.
“Na habitação social, o que tiver de orçamento, a Caixa tem a responsabilidade de executar”, pontuou Marcos Brasiliano Rosa, vice-presidente de Finanças e Controladoria da Caixa, ao apresentar as previsões do banco para este ano, durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (27) sobre os resultados trimestrais.
O presidente da Caixa, Carlos Antônio Vieira Fernandes, explicou que o movimento se consolidou com base em um contexto de redução da base de inadimplência.
“É uma coisa realmente a ser observada, tem muita coisa a celebrar e dizer sobre isso. […] Por dia, a Caixa coloca R$ 1 bilhão na economia brasileira só em habitação”, pontuou Vieira.
Brasiliano ressaltou que a carteira de crédito total cresceu quase 12%, se mantendo “bem estruturada em relação ao seu risco”.
Discriminando o valor de R$ 1 trilhão do crédito imobiliário em carteira, o período registrou R$ 618 bilhões em habitação social – alta de 18,3% ante 2025 e valor considerado “relevante” pelo VP de Finanças – e R$ 387 bilhões em recursos livres e de poupança da Caixa.
O executivo destacou ainda a expansão do crédito imobiliário contratado – o valor que efetivamente está rodando na economia -, que expandiu 29,3% no ano, atingindo R$ 137,6 bilhões.
A alta foi ainda mais expressiva especificamente nos recursos próprios da Caixa, que subiram 55,6%, a R$ 52,3 bilhões. Segundo o VP da Caixa, o banco conseguiu capturar a mudança de critérios sobre a distribuição de compulsórios.
Anteriormente, 65% dos recursos captados pelos bancos da poupança precisavam ser direcionados ao crédito imobiliário; 15% estariam livres para operações mais rentáveis; e 20% ficariam com o BC (Banco Central) na forma de compulsório.
Uma nova política do governo permitiu a livre utilização dos recursos pelos bancos em operações rentáveis, com a contrapartida de as instituições concederem crédito imobiliário em montante equivalente ao captado.
Como funcionará novo modelo de financiamento de crédito imobiliário

