Últimas

Abras: Preço de cesta cai 1,24% em julho enquanto consumo nos lares avança

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)
Abras: Preço de cesta cai 1,24% em julho enquanto consumo nos lares avança

Levantamento da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) registrou alta de 3,28% em julho no indicador de Consumo nos Lares Brasileiros, na comparação com o mesmo mês de 2025. Em relação a junho, o dado avançou 3,01%.

Segundo a associação, o indicador monitora o comportamento dos consumidores considerando o cenário macroeconômico e fatores sazonais que impactam diretamente o consumo nos lares.

A alta neste índice no último mês mostra que o consumo avançou nos últimos 12 meses e ante o mês passado. Enquanto isso, o preço da cesta alimentícia medido pelo Índice AbrasMercado segue o movimento contrário.

A cesta, composta por 35 produtos de largo consumo, ficou mais barata em julho de 2026. O valor médio de R$ 852,54 passou a cair para R$ 841,95 no período, um recuo de 1,24%. O resultado modifica também o acumulo no ano, que passou a ser de alta de 5,20%.

O desempenho vai em linha com o ambiente nacional de menor pressão dos preços dos alimentos.

No IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo, o principal indicador de inflação no Brasil) do mesmo mês, calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o grupo Alimentação e Bebidas recuou 0,67%.

Dentro desse grupo, os preços da alimentação no domicílio caíram 1,14%, reduzindo a pressão sobre o orçamento destinado ao abastecimento das famílias.

“Julho reuniu condições mais favoráveis ao consumo das famílias. A queda dos preços da alimentação no domicílio reduziu a pressão sobre o orçamento, enquanto o mercado de trabalho e os recursos em circulação ao longo do mês contribuíram para sustentar a renda”, analisa o vice-presidente da Abras, Marcio Milan.

De acordo com Milan, as férias escolares também alteraram a rotina das famílias, estimulando mais refeições e lanches dentro de casa, o que pode ter tido influência sobre o indicador de consumo.

Além da queda nos preços, indicadores recentes do mercado de trabalho reforçam um cenário de sustentação da renda, estimulando o consumo.

Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (27), a taxa de desocupação ficou em 5,3% no trimestre encerrado em julho, abaixo dos 5,8% registrados no trimestre encerrado em abril e dos 5,6% observados no mesmo período de 2025.

O rendimento médio real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.762, com crescimento de 3,3% no ano. Já a massa de rendimento real habitual chegou a R$ 383,5 bilhões, avanço de 4,1% no ano, o equivalente a mais R$ 15,1 bilhões a mais no ano.

Queda no valor das cestas

O recuo nos preços das cestas, por sua vez, estende um movimento já visto no mês anterior. Em junho, o resultado mensal teve retração de 0,28%, enquanto o avanço acumulado havia encerrado o primeiro semestre em 6,52%.

Neste último mês, a maior retração ocorreu no Sudeste, com queda de 1,53% e valor médio passando de R$ 870,48 para R$ 857,12.

Na sequência, aparece o Norte, com queda de 1,50%, de R$ 941,00 para R$ 926,88; Centro-Oeste, com redução de 1,30% e valor médio passando de R$ 801,23 para R$ 790,83; e Nordeste com recuo de 1,29%, de R$ 773,03 para R$ 763,08.

A última região se manteve no posto da cesta de menor valor médio entre as macrorregiões.

A menor retração, porém, foi registrada no Sul, onde o valor caiu 1,21%, com mediana da cesta passando de R$ 928,72 para R$ 917,52.

Na comparação com junho, alguns produtos básicos apresentaram variações distintas: enquanto o açúcar refinado, o café torrado e moído, o feijão, o óleo de soja e o arroz caíram, o leite longa vida, a farinha de mandioca, a massa sêmola de espaguete e a farinha de trigo avançaram.

Confira ranking dos alimentos da maior queda para a maior alta: 

  • Açúcar Refinado (-3,41%);
  • Café torrado e moído (-2,45%);
  • Feijão (-2,17%);
  • Óleo de soja (-1,56%);
  • Arroz (-0,43%)
  • Farinha de trigo (+0,04%)
  • Massa sêmola de espaguete (+0,51%);
  • Farinha de mandioca (+0,54%);
  • Leite longa vida (+2,47%).

No acumulado de janeiro a julho, as principais altas permanecem no feijão, com avanço de 49,50%, e no leite longa vida, com alta de 25,11%.

Em sentido oposto, registram queda o açúcar refinado (-13,82%), o café torrado e moído (-13,66%), o óleo de soja (-10,66%), a farinha de trigo (-4,74%), o arroz (-0,94%) e a massa sêmola de espaguete (-0,14%).

Julho também foi o mês para estabilidade nas carnes bovinas, enquanto o frango congelado teve leve alta de 0,22%, o pernil caiu 0,48% e os ovos, 2,73%.

Entre os vegetais frescos, o tomate e a batata caíram forte em relação a junho, com recuo de 29,09% e 19,59%, respectivamente. A cebola seguiu em sentido contrário, com alta de 7,74%.

Mesmo após as retrações mensais, a batata acumula elevação de 46,44% no ano e o tomate, de 29,35%. Já a cebola alcança alta de 65,20% de janeiro a julho, a maior entre os 35 produtos acompanhados pelo AbrasMercado.

Cesta de Natal deve ficar 9% mais cara este ano, aponta pesquisa

Abras: Preço de cesta cai 1,24% em julho enquanto consumo nos lares avança — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado