Os Estados Unidos flexibilizaram as restrições de viagem impostas à seleção do Irã durante a Copa do Mundo. Segundo o Departamento de Segurança Interna (DHS, na sigla em inglês), a equipe iraniana foi autorizada a entrar no país dois dias antes de sua próxima partida, marcada para 26 de junho, em Seattle.
Até então, a delegação do Irã só podia ingressar em território norte-americano um dia antes de cada jogo. A medida havia sido alvo de críticas do técnico da equipe, que chegou a afirmar que o Irã era “a seleção mais oprimida de toda a Copa do Mundo”.
De acordo com um porta-voz do DHS, a mudança valerá para a terceira partida da seleção no torneio. Apesar da flexibilização, os iranianos continuarão obrigados a deixar os Estados Unidos no mesmo dia em que o jogo terminar.
“O time do Irã ainda precisará deixar o país no dia da partida. As medidas e os protocolos de segurança permanecem os mesmos. Seguimos comprometidos em proporcionar o torneio mais seguro possível para jogadores, integrantes das delegações e torcedores”, informou o órgão.
A Fifa e a Federação Iraniana de Futebol não comentaram imediatamente a decisão.
Na semana passada, o governo do Irã sinalizou a intenção de apresentar uma reclamação formal à Fifa sobre as restrições impostas à equipe. Durante a competição, a delegação tem se deslocado de sua base em Tijuana, no México, para os Estados Unidos apenas na véspera das partidas.
As limitações ocorrem em meio às tensões diplomáticas entre Washington e Teerã, intensificadas após um conflito que durou quase quatro meses.
Em março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump afirmou que o Irã era bem-vindo para disputar o torneio, mas considerava inadequado que a delegação permanecesse no país entre uma partida e outra, alegando preocupações com a segurança dos integrantes da equipe.
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