O PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) respondeu na noite desta terça-feira (23) as críticas feitas horas antes pela deputada federal Erika Hilton (Psol-SP). Nas redes sociais, a parlamentar acusou a sigla de ter preterido a sua pré-candidatura na distribuição de recursos eleitorais e de “desmontar” sua política de inclusão.
Ainda segundo a parlamentar, o partido priorizou o repasse para candidaturas de neófitos do PSOL, como Manuela D’Ávila, (Psol-RS) que é pré-candidata ao senado pelo Rio Grande do Sul e Juliano Medeiros, presidente da Federação PSOL-Rede.
Em nota, o partido argumenta que a pré-campanha de Érika conta com o “como maior investimento entre todas as candidaturas proporcionais do partido, diante do limite de recursos disponíveis e da necessidade de financiamento das demais candidaturas”.
O Psol afirma também que a distribuição dos recursos eleitorais está em conformidade com os objetivos do partido para este ano e que “empenha toda a sua energia para derrotar a extrema-direita nas eleições de outubro, ampliando sua bancada de deputados federais e estaduais, conquistando cadeiras no Senado e reelegendo Lula presidente da República”.
Segundo o partido, “o incentivo — inclusive financeiro, no qual o PSOL é pioneiro — a candidaturas de mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTs e PCDs é uma política consolidada, não havendo debate em torno de mudanças nesse sentido.”
Qual foi a crítica de Erika Hilton?
Segundo Erika Hilton, o Psol estaria “rasgando” os acordos internos sobre distribuição de recursos financeiros e “inviabilizando” sua candidatura e a também a de outros nomes da legenda para as eleições de 2026.
“Tenho um orgulho imenso de ter ajudado a levar a luta pelo fim da escala 6×1 para o Brasil inteiro. As ruas estão do nosso lado. Mas fazer campanha no nosso país não é igual para todos. Sou uma deputada negra e travesti”, escreveu Erika nas redes sociais, acrescentando que permaneceu no partido como outras lideranças para superar a cláusula de barreira, trabalhar pela reeleição do presidente Lula (PT) e fortalecer a bancada de esquerda no legislativo.

