O segundo semestre de 2026 vai contar com 5 novas picapes disponíveis para os consumidores brasileiros. Algumas focadas na alta capacidade de off-road, já outras posicionadas estrategicamente para brigar com os dois modelos prodígios da Fiat: o Strada e o Toro.
Os dois modelos compõem o line-up de picapes da Fiat, ambos com propostas utilitárias mais urbanas, sem muitos atributos de off-road ou de reboque, mas que conseguem balancear a função originária de caminhonete com a mobilidade urbana e o preço competitivo. Não é à toa que a picape mais vendida até o momento em 2026 é a pequena Strada (68.733 unidades); enquanto logo atrás, em segundo lugar, fica a irmã maior Toro (21.699).
Para competir com a hegemonia italiana no setor, fortes players como Renault, BYD e VW planejam lançamentos estratégicos pensados para competir em dimensões, tecnologia, capacidade e precificação com as picapes. Confira:
BYD Mako

Apresentada no Agrishow em Ribeirão Preto, em abril deste ano, a picape mira diretamente na Fiat Toro e deve chegar por aproximadamente R$ 160 mil. A previsão é de que a picape chegue com configuração PHEV (sistema DM-i flex), que combina o motor 1.5L aspirado ao motor elétrico montado no eixo dianteiro, com ao menos uma versão 4×4.
Com provável produção na planta de Camaçari (BA), o modelo será a segunda picape da chinesa no Brasil, seguindo a BYD Shark, vendida na casa dos R$ 350 mil. Ambos com nomes que remetem a tubarões — Shark é a tradução em inglês da palavra “tubarão” e Mako é uma raça mais esguia e veloz de tubarão.
Ford Ranger cabine simples

Aqui o foco é em utilização profissional, portanto o modelo deve vir equipado com a unidade turbodiesel 2.0L, que entrega 170 cv e 41 kgfm de torque, com câmbio manual de 6 marchas e tração 4×4. Por ter cabine simples, a capacidade de carga aumenta em relação à versão de cabine dupla: enquanto a mais espaçosa leva 1.071 Kg/1.250 L, a caçamba alongada apresenta 1.250 kg/1.876 L de capacidade, levando vantagem em circunstâncias de transporte pesado.
A versão deve vir por um valor um pouco menor que a atual Ranger de cabine dupla, que atualmente inicia em R$ 265 mil.
Renault Niagara

A picape média da Renault, como a BYD Mako, mira precisamente no segmento da Fiat Toro e deve aproveitar o mesmo conjunto mecânico do SUV Boreal, com motor turbo de 1.3 L, que entrega 163 cv de potência e 27,5 quilos de torque, um câmbio automatizado de dupla embreagem e tração 4×2 ou 4×4.
Ford F-150 Raptor

A versão apimentada da picape mais icônica dos Estados Unidos equipa o V6 Ecoboost de 3.5L turbo da Ford, que entrega 450 cv de potência e 70,5 kgfm de torque, perdendo apenas para a sua própria versão mais apimentada ainda: a Raptor R. O topo da linha da F-150 equipa um V8 supercharger de 5.2L, que entrega 720 cv à “utilitária”. A versão mais extrema ainda não foi confirmada para o Brasil.
O modelo entra para compor o topo do segmento de picapes grandes no mercado nacional, indo para um caminho mais premium e exótico.
Kia Tasman

Para chegar ao Brasil, a picape da Kia vai passar por mudanças mecânicas e estéticas após um desempenho abaixo do esperado nos mercados da Ásia e Oceania. O modelo deve vir com motorização PHEV (uma das alterações mecânicas) para bater de frente com a Ford Ranger de cabine dupla e o BYD Shark.
VW Tukan (2027)

A aposta da VW deve chegar às ruas efetivamente no início de 2027, mas sua revelação e campanha devem acontecer ainda neste ano, durante o segundo semestre. A picape virá com versões de cabine simples e dupla e deve ser produzida na planta de São José dos Pinhais (PR), dentro de um plano de investimento de R$ 3 bilhões.
A capacidade de carga deve aumentar em relação à Saveiro, já a motorização deve seguir o três cilindros 1.0L turbo flex (200 TSI) nas versões de entrada com cabine simples e o quatro cilindros 1.4L turbo flex (250 TSI) em ciclo Otto nas versões intermediárias com cabine dupla.
A Tukan também deve incluir uma versão com motor 1.5L TSI Evo 2 mexicano, com sistema híbrido leve de 48 volts, tornando-se o primeiro produto nacional com a motorização híbrida flex.
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