O Hospital Sírio-Libanês realizou um marco inédito na rede privada ao conduzir o terceiro implante da válvula tricúspide Evoque no Brasil e o segundo na América Latina. Os dois casos realizados anteriormente no país ocorreram exclusivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).
A insuficiência da válvula tricúspide, ou regurgitação tricúspide (TR), ocorre quando a estrutura localizada no lado direito do coração não se fecha adequadamente, permitindo o retorno do sangue e prejudicando o fluxo normal.
O quadro pode provocar sintomas como cansaço intenso, inchaço nas pernas e no abdômen, além de falta de ar. Ainda pouco diagnosticada, a condição está associada ao envelhecimento, a alterações em outras válvulas cardíacas e a doenças como insuficiência cardíaca e hipertensão pulmonar, sendo mais frequente em idosos, especialmente mulheres.
“A válvula tricúspide sempre foi considerada a ‘válvula esquecida’. Há muito subdiagnóstico por falta de conhecimento. Porém, a insuficiência tricúspide está associada à maior mortalidade e à piora da qualidade de vida, devendo ser tratada com agilidade”, afirma o cardiologista do Hospital Sírio-Libanês, Henrique Barbosa Ribeiro.
Por ser menos invasiva, a abordagem também está associada a um tempo médio de internação de aproximadamente três dias, favorecendo uma recuperação mais ágil em comparação às técnicas tradicionais.
“O tratamento cirúrgico da válvula tricúspide está associado a riscos elevados. Neste contexto, os procedimentos por cateter representam uma alternativa importante, especialmente para pacientes com maior risco cirúrgico”, explica Ribeiro.
“Trata-se de um avanço relevante na abordagem desses pacientes, que historicamente tinham opções limitadas. A tecnologia permite uma intervenção menos invasiva, com impacto positivo na recuperação e na qualidade de vida.”, completou o médico.
*Sob supervisão de AR.

