Últimas

Fim da escala 6×1: Flexibilização da folga divide comissão especial

Radar Olhar Aguçado(há 40 minutos)
Fim da escala 6×1: Flexibilização da folga divide comissão especial

A discussão sobre o fim da escala 6×1 avança na comissão especial da Câmara dos Deputados, mas um ponto específico tem gerado divisões entre os parlamentares: em quais dias da semana os trabalhadores teriam direito às duas folgas semanais previstas na proposta. O texto atual estabelece que as folgas devem ocorrer sempre aos sábados e domingos.

Segundo apuração de Pedro Venceslau, no CNN 360°, já está amplamente definido que o projeto transformará a escala de trabalho em duas folgas semanais. No entanto, a questão sobre se essas folgas serão necessariamente consecutivas e nos finais de semana ainda está em aberto.

“O trabalhador vai ter uma folga na terça e outra na quinta? Ou vai ter necessariamente que folgar no sábado e no domingo?”, questionou Venceslau ao detalhar o impasse.

Pressão do comércio por flexibilização

O setor do comércio tem feito pressão intensa para que haja flexibilização na definição dos dias de folga. O argumento apresentado é que sábados e domingos são justamente os dias de maior movimento em estabelecimentos como supermercados, restaurantes e bares.

Segundo Venceslau, caso os trabalhadores desses segmentos sejam obrigados a folgar no final de semana, os empregadores terão de contratar pessoal adicional para cobrir esses dias, gerando um custo extra.

O presidente da comissão, Alencar Santana (PT-SP), que preside a comissão especial, tem defendido nas conversas com parlamentares e com Hugo Motta (Republicanos-PB), que preside a Câmara, que as folgas sejam consecutivas e, de preferência, aos sábados e domingos. A posição representa um contraponto direto às demandas do setor empresarial.

Transição e compensação também estão em debate

Paralelamente à questão dos dias de folga, outros dois temas também dividem opiniões: a necessidade de um período de transição e a possibilidade de compensação financeira para as empresas.

Integrantes do próprio PT (Partido dos Trabalhadores) admitem que algum período de adaptação será necessário para setores mais específicos, o que poderia implicar uma carga horária diária ligeiramente maior para os trabalhadores durante dois ou três anos. Empresários, por sua vez, chegaram a pleitear um período de transição de até dez anos, proposta que o governo rejeita categoricamente.

Sobre a compensação, Dario Durigan, da Fazenda, mantém a posição de que o governo não concederá nenhum tipo de benefício fiscal. Ainda assim, há conversas sobre medidas pontuais, como o aumento do teto do Simples Nacional para micro e pequenas empresas.

Venceslau destacou ainda que o governo tem realizado uma campanha nas redes sociais e na televisão em defesa da proposta, algo que ele classificou como inédito: “É campanha oficial do governo defendendo uma proposta que está no Congresso Nacional”, afirmou, acrescentando que nunca havia visto algo semelhante.

Os textos gerados por inteligência artificial na CNN Brasil são feitos com base nos cortes de vídeos dos jornais de sua programação. Todas as informações são apuradas e checadas por jornalistas. O texto final também passa pela revisão da equipe de jornalismo da CNNClique aqui para saber mais.
Fim da escala 6×1: Flexibilização da folga divide comissão especial — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado