Últimas

Marinho propõe que 49 senadores possam levar impeachment ao plenário

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição no Senado, protocolou nesta 6ª feira (18.set.2026) o Projeto de Resolução 54, de 2026, para alterar o rito de recebimento de “denúncias de crime de responsabilidade” contra ministros do Supremo Tribunal Federal e outras autoridades. Leia a íntegra da proposta (PDF – 130 kB).

O projeto estabelece que o presidente do Senado terá 30 dias úteis para decidir se recebe ou indefere o pedido. Hoje, o Regimento não especifica um prazo específico para essa decisão preliminar nem estabelece transferência automática da competência em caso de omissão.


O indeferimento só poderá ocorrer em 4 situações:

  • quando o denunciante não tiver legitimidade;
  • se o denunciado tiver deixado definitivamente o cargo;
  • quando não forem cumpridos os requisitos formais previstos em lei;
  • se os fatos narrados, mesmo considerados verdadeiros, não constituírem crime de responsabilidade;

Se o presidente não se manifestar no prazo, a competência passará automaticamente para a Mesa do Senado. O colegiado terá outros 30 dias úteis para decidir, por maioria simples, sobre o recebimento ou indeferimento do pedido.

Recurso ao plenário

Em caso de indeferimento pelo presidente ou pela Mesa, o projeto permite recurso ao plenário. O pedido poderá ser apresentado por 9 senadores no prazo de 30 dias úteis depois da publicação da decisão.

O recurso deverá ser incluído na Ordem do Dia em até 5 sessões deliberativas ordinárias. Para que seja aprovado, serão necessários 49 votos, o equivalente a 3/5 do Senado. Se aprovado, o pedido será considerado recebido e terá prosseguimento.

Comissão especial

Depois do recebimento, o pedido seguirá para as etapas seguintes do processo. O projeto estabelece que a comissão especial deverá concluir, em até 120 dias a partir de sua instalação, todas as deliberações e atos de sua competência previstos no Regimento do Senado e na Lei 1.079 de 1950, conhecida como Lei do Impeachment.

Justificativa

Marinho afirma que a falta de prazos para a análise inicial permite que um pedido permaneça sem apreciação por tempo indeterminado. Segundo o senador, a ausência de decisão pode produzir efeitos semelhantes aos de um arquivamento, sem que haja uma decisão formal.

O senador afirma que o objetivo é tornar o procedimento mais previsível e evitar tanto a paralisação indefinida quanto a banalização dos pedidos de impeachment. “Em um Estado de Direito, nenhuma autoridade está acima da ordem constitucional”, diz Marinho na justificativa.

Marinho propõe que 49 senadores possam levar impeachment ao plenário — Radar Olhar Aguçado | Radar Olhar Aguçado