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Flagrante por tráfico tem reviravolta e policiais viram investigados em BH

Radar Olhar Aguçado(há 35 minutos)
Flagrante por tráfico tem reviravolta e policiais viram investigados em BH

Belo Horizonte – A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nesta sexta-feira (18/9), um mandado de prisão cautelar contra uma policial investigada pela suspeita de forjar um flagrante contra pai e filho em Belo Horizonte.

Segundo nota da PCMG, “foi cumprido mandado de prisão cautelar em desfavor de um dos suspeitos, ordem expedida pelo Poder Judiciário, no âmbito da investigação conduzida pela Corregedoria Geral de Polícia Civil, a qual tramita em sigilo.”

Pai e filho tiveram a prisão preventiva revogada pela Justiça nessa quinta-feira (17/9). Eles haviam sido presos durante o cumprimento de um mandado de busca e apreensão em um imóvel na Avenida Otacílio Negrão de Lima, na Região da Pampulha, em 7 de agosto.

Durante as buscas, os policiais apreenderam uma pistola Glock calibre 9 mm, municiada e equipada com um dispositivo que permite disparos automáticos, além de 42 munições do mesmo calibre, rádios comunicadores e um tablete de substância semelhante à maconha.

Apreensão questionada

A origem da droga apreendida, porém, passou a ser questionada depois que imagens registradas durante a própria operação levantaram suspeitas sobre a atuação dos agentes. Três policiais civis envolvidos na ação são investigados. Além da investigadora detida hoje, outro policial foi preso no início da semana.

Ao determinar a soltura de pai e filho, a Juíza de Direito Fernanda Chaves Carreira Machado, da 1ª Vara das Garantias da Comarca de Belo Horizonte afirmou que ainda não é possível concluir se houve ilegalidade na operação ou se o flagrante foi forjado. Segundo a decisão, esses pontos ainda precisam ser esclarecidos:

“Ressalto que não se trata, neste momento processual, de afirmar, de forma categórica e definitiva, a ilegalidade da diligência ou a ocorrência de eventual flagrante forjado, questões que deverão ser devidamente apuradas pelos meios próprios, mediante a necessária dilação probatória e com observância do contraditório”, afirma o documento.

A magistrada considerou que os dois poderiam responder ao processo em liberdade, desde que cumprissem medidas como manter endereço e telefone atualizados.

“A existência dessa dúvida, […] bem como a fragilidade dos elementos que indicam o envolvimento dos investigados com o armamento e as drogas apreendidos, permite concluir […] que a prisão cautelar não se mostra indispensável.”

A PCMG não informou se houve alguma medida ou decisão judicial relacionada aos outros dois policiais investigados.

A reportagem tenta contato com a defesa da investigadora. O espaço está aberto caso queira se manifestar.

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