Viralizou na 4ª feira (2.set.2026) uma imagem dos ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, gargalhando durante uma conversa após a sessão no plenário daquela tarde
A sessão de 2 de setembro foi a 1ª depois que a relação entre Moraes e o fundador do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi exposta. O relatório da Polícia Federal mostra que o ex-banqueiro enviou mensagens ao ministro até momentos antes de ser preso pela 1ª vez, em 17 de novembro de 2025. Não é possível saber o que o magistrado respondeu.
Não houve menções ao caso durante a sessão de 2 de setembro.
A imagem capturada pelo fotógrafo Brenno Carvalho, do jornal O Globo, contrasta com o ambiente de crise institucional nos Poderes, a pior na história recente do Brasil. Leia aqui o editorial do Poder360.
A foto mostra uma roda de ministros do Supremo. É possível ver os rostos de Zanin, Moraes e Gilmar. O 1º está sorrindo. Os outros 2, gargalhando. Fachin está de costas. Sua postura corporal sugere que ele também está rindo. O tronco aparece levemente arqueado para trás. É uma reação comum quando alguém dá uma gargalhada.
Outras imagens tiradas por Brenno Carvalho do momento de descontração indicam também a presença de outros 2 ministros na roda de conversa: Luiz Fux e Flávio Dino.
SUPREMA CRISE
Há um conflito declarado entre 2 ministros do STF.
Na 3ª feira (1º.set), Mendonça retirou o sigilo de uma ação que cita Moraes.
As mensagens identificadas no relatório da PF mostraram que Vorcaro consultou Moraes sobre fugir do Brasil dias antes de ser preso, cobrou funcionários para que os pagamentos ao escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, não atrasassem, e deu cartões de crédito com limite de R$ 300 mil para os filhos do casal.
Mendonça pediu a Fachin que o caso seja analisado pelo plenário do STF. A sessão ficou para a 2ª quinzena de setembro. O Supremo está dividido. O voto da ministra Cármen Lúcia deve ser o decisivo.
Moraes reagiu:
- pediu que Mendonça seja incluído no inquérito das fake news;
- tirou o sigilo de um relatório da PF usado por ele para imputar crimes ao colega de toga.
No documento, os agentes da PF afirmam que Mendonça estava mais disposto a investigar Moraes do que Dias Toffoli, e que ele não confiava em Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF, e Paulo Gonet, procurador-geral da República, por suas ligações com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e com Gilmar Mendes, respectivamente. Esse relatório não tem valor probatório.
Nesta 6ª feira (4.set), o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, retirou a investigação contra Mendonça do inquérito das fake news. Pediu à PGR que se manifeste em até 5 dias úteis sobre o pedido de Moraes.

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