O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Nunes Marques, abriu o 2º semestre de trabalhos da Justiça Eleitoral na 2ª feira (3.ago.2026) com uma defesa das urnas eletrônicas. Declarou que a atuação do TSE terá como compromisso a “transparência” e buscará dizer à população que a urna é um “patrimônio da democracia brasileira”.
Em seu discurso, Nunes Marques afirmou que as prioridades do TSE serão concluir metas para as eleições gerais de 2026, com foco na acessibilidade e transparência.
“O objetivo é ampliar o conhecimento da sociedade acerca das diversas etapas do processo eleitoral e reafirmar, por meio da transparência, da informação qualificada e da participação cidadã, a robustez, auditabilidade e a permanente evolução tecnológica de um sistema que constitui um patrimônio da democracia brasileira”, disse o presidente do Tribunal durante a sessão de reabertura.
O presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal tem feito defesas públicas das urnas eletrônicas para reforçar a confiança no processo eleitoral. Depois de declarações do candidato Flávio Bolsonaro (PL) sobre a segurança das urnas eletrônicas em evento com embaixadores, o presidente do TSE realizou uma exposição em defesa do sistema de votação brasileiro.
Agora, o ministro voltou a defender as urnas e falou em atividades públicas para demonstrar a transparência do sistema. Segundo Nunes Marques, o objetivo é reforçar a segurança dos equipamentos e das transmissões de votos e firmar convênios na área de cibersegurança.
Entre as medidas planejadas está a implementação de uma dupla checagem do processo eleitoral. A proposta estabelece 2 eleitores no início e 2 no final de cada dia de votação para atestar a validade do processo. Fiscais de partidos, quando presentes, também poderão atuar em dupla em cada momento.
“As portas da Justiça Eleitoral permanecem abertas para quem deseja conhecer, acompanhar e fiscalizar o processo eleitoral. Transparência não é apenas um compromisso desta instituição, é um dos pilares sobre os quais se sustenta a confiança da sociedade nas eleições brasileiras”, declarou o ministro.
A defesa das urnas tem sido um dos eixos de atuação do TSE desde as eleições de 2022. Durante o pleito, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) fez campanha para desacreditar as urnas eletrônicas, repetindo teorias conspiratórias e afirmando, sem provas, que houve fraude na eleição de 2018 e que havia obtido votos suficientes para vencer no 1º turno.
