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Gritem bem alto o nome de Flávio Bolsonaro. É ele quem pede

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Gritem bem alto o nome de Flávio Bolsonaro. É ele quem pede

Aos 8 minutos e 9 segundos de um discurso que durou 9 minutos e 28 segundos, Flávio Bolsonaro, incomodado, não resistiu à falta de entusiasmo com que era ouvido na convenção do Partido Liberal (PL), realizada no último domingo, em Brasília.

Parte da plateia o escutava sem prestar muita atenção ao que ele dizia. Outra parte se ocupava em gritar, bem alto, o nome do deputado distrital Joaquim Domingos Roriz Neto, candidato à reeleição e neto de Joaquim Roriz, que governou o Distrito Federal por quatro vezes.

Diante disso, Flávio dirigiu-se aos indiferentes à beira do palco, estimulando-os a quebrarem o silêncio: “Vão deixar cantar mais alto Roriz? Quem canta mais alto aí?”. Poucos se manifestaram. Em contrapartida, os rorizistas aceitaram o desafio e elevaram o tom de voz.

Convenhamos: é dura a vida de um candidato à Presidência da República que não dispõe de votos próprios — a não ser os que seu pai, condenado e preso, ainda detém — e dos que rejeitam Lula.. A apenas 12 dias do início oficial da campanha, Flávio só tem colhido decepções.

De volta de uma cansativa viagem à Paraíba, ele desembarcou em Brasília no domingo para finalmente encontrar Michelle, sua madrasta, que seria indicada, como foi, para uma vaga de senadora pelo Distrito Federal. Frustrou-se: ela faltou ao encontro por estar doente, internada em um hospital.

No dia seguinte, Flávio voou para São Paulo e por lá foi informado de que o Republicanos, partido do bispo Edir Macedo, dono da Igreja Universal e da Rede Record de Televisão, não o apoiará. A legenda prefere manter-se neutra na eleição presidencial que ocorrerá daqui a 61 dias.

De Minas Gerais, ele recebeu a péssima notícia de que o senador Cleitinho (Republicanos), líder das pesquisas de intenção de voto, desistira de candidatar-se ao governo estadual. Era com ele que Flávio contava para montar ali um palanque forte.

Antes que o dia terminasse, Flávio ficou sabendo que o deputado Márcio Canella (União Brasil) renunciara, no Rio de Janeiro, à sua candidatura ao Senado. No mês passado, Canella foi preso em flagrante pela Polícia Federal por posse ilegal de um fuzil. Embora já solto, sua candidatura sofreu um duro abalo.

Para aumentar a desdita de Flávio, ele continua à procura de uma mulher que aceite a vaga de vice em sua chapa. O prazo para o registro de candidaturas na Justiça Eleitoral acaba no próximo dia 15. Naturalmente, não basta ser mulher: é preciso ter votos para se tornar cobiçada. E é aí que o bicho pega.

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