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Governo adia pela 3ª vez reunião sobre aumento do etanol na gasolina

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O governo federal cancelou a reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) que seria realizada nesta 4ª feira (8.jul.2026), em Brasília. O encontro iria discutir sobre o aumento da mistura obrigatória de etanol na gasolina, dos atuais 30% (E30) para 32% (E32).

É a 3ª vez que a avaliação da pauta sofre um adiamento. O MME (Ministério de Minas e Energia) não informou o motivo da suspensão, nem estabeleceu uma nova data para a reunião do colegiado.

A deliberação apenas oficializaria uma mudança que não enfrenta divergências na Esplanada e já foi defendida publicamente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O CNPE é formado por representantes de 18 ministérios e comandado pelo ministro Alexandre Silveira (PSD).

HISTÓRICO DE ATRASOS

O avanço para o E32 aguarda a chancela do conselho há meses. O tema estava originalmente na pauta de 7 de maio, que foi transferida para 11 de maio e, por fim, cancelada. O motivo, à época, foi a viagem de Silveira e de Lula para um encontro com Donald Trump.

Um novo encontro chegou a ser marcado para 24 de junho. Contudo, acabou suspenso na véspera sob a alegação de “motivos de agenda” por parte do ministério.

O destravamento da pauta havia sido prometido pelo próprio Silveira na última 6ª feira (3.jul), durante evento em Belo Horizonte (MG). Na ocasião, o ministro cravou que o CNPE se reuniria nesta semana e, provavelmente, aprovaria a nova mistura.

PRESSÃO DO SETOR

O novo adiamento frustra o setor de biocombustíveis, que seria diretamente beneficiado com uma fatia maior no mercado nacional de combustíveis. Nos últimos meses, associações, empresas do segmento e congressistas aumentaram a pressão pelo avanço imediato.

A principal justificativa do grupo é a necessidade de reduzir a dependência do Brasil da importação, sobretudo em um cenário de instabilidade internacional agravado pelo conflito do Irã.

Estimativas do próprio governo indicam que a transição para o E32 fará o país deixar de comprar cerca de 450 milhões de litros de gasolina no exterior.

O Ministério de Minas e Energia avalia que a medida é fundamental para blindar o mercado interno contra oscilações no Oriente Médio, garantindo a segurança energética e aproximando o Brasil da autossuficiência.

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