O pré-candidato à presidência e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) disse nesta 3ª feira (7.jul.2026) que o empresário Geraldo Rufino (Podemos) é um dos cotados para compor a chapa. A definição deve ser anunciada em até 2 semanas.
Questionado sobre a possibilidade de Rufino integrar a chapa, Zema respondeu que o empresário “é um dos que está sendo considerado”.
Segundo o governador, os 2 já se encontraram diversas vezes, tanto durante seu mandato no governo de Minas quanto em agendas em São Paulo. “Temos muita afinidade. Até porque ele é mineiro também, de uma cidade vizinha à minha”, declarou a jornalistas em evento de “Presidenciáveis”, da Frente Parlamentar do Empreendedorismo.
Ao ser perguntado se Rufino aceitaria o convite, Zema disse que “parece que está tudo bem caminhado”, mas ponderou que a definição também dependerá das negociações partidárias.
O ex-governador afirmou que as conversas sobre a escolha do vice estão sendo conduzidas em conjunto com o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e envolvem partidos que ainda não lançaram candidato à Presidência. Disse, no entanto, que não considera alianças com legendas de esquerda. O anúncio do nome do vice deve ser feito em até 2 semanas.
Apesar das conversas com Zema, a presidente nacional do Podemos, Renata Abreu, afirmou, em 27 de abril, que o partido trabalha o nome de Rufino para a candidatura do Senado por São Paulo. O outro cotado para o assento da Casa Alta seria o deputado federal Delegado Palumbo.
“Nós temos 2 nomes no partido, que é o Delegado Palumbo e o Geraldo Rufino. Um dos 2 será escolhido como candidato a senador”, disse a jornalistas após participar de jantar promovido pelo grupo Esfera.
CORTE DE GASTOS
Zema também defendeu uma agenda de redução de gastos públicos para permitir a queda da taxa de juros. Segundo ele, um eventual governo comandado por ele promoveria privatizações, uma nova reforma da Previdência, uma reforma administrativa e revisão de programas sociais para reduzir fraudes, preservando os benefícios destinados à população de baixa renda.
Essas medidas poderiam reduzir os gastos públicos “em alguns trilhões de reais nos próximos 20 anos”, de acordo com o ex-governador, e melhorar a percepção do mercado sobre a sustentabilidade das contas públicas, o que, segundo ele, abriria espaço para a redução dos juros.


