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Trump impede o retorno de María Corina Machado a Venezuela, diz site

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)

O governo de Donald Trump (Partido Republicano) bloqueou as tentativas da opositora venezuelana María Corina Machado de retornar à Venezuela e classificou sua movimentação como “oportunismo político e grotesco”. As informações são do site Axios, depois de uma série de tentativas frustradas de viagem pela líder oposicionista.

O episódio expõe um racha entre o governo norte-americano e María Corina em torno dos esforços de recuperação após os terremotos de 24 de junho, que mataram mais de 3.500 pessoas na Venezuela. Enquanto os EUA coordenam o socorro humanitário no país, a opositora tentou usar o contexto para retornar ao território venezuelano.

Autoridades da administração Trump relataram ao Axios que a movimentação da opositora causou “drama desnecessário” no Departamento de Estado. “É oportunismo político e é grotesco”, afirmou um alto funcionário do governo norte-americano. 

A pressão de María Corina sobre as autoridades dos EUA foi descrita como contraproducente. A principal reclamação interna é de que a escritora tenta associar sua imagem à assistência humanitária financiada pelos norte-americanos.

“Ela quer uma foto para mostrar distribuindo nossa ajuda. Isso tem a ver com os interesses dela”, disse um 2º funcionário ao Axios.

VIAGENS FRUSTRADAS

O atrito se intensificou quando María Corina sinalizou a autoridades norte-americanas que queria participar da gestão da ajuda e exigiu garantias de segurança.

“Não se trata apenas de ajuda. Ela quer que garantam sua segurança. Se ela estiver ao lado de fuzileiros navais americanos, não se machucará. E ela parece estar no comando. Mas agora estamos o quê? Instalando-a no poder?”, disse um dos altos funcionários.

Na 6ª feira (26.jun), 2 dias depois dos terremotos, María Corina tentou voar de Manassas, na Virgínia, com destino a Curaçao, que serviria de escala para entrar na Venezuela. Uma falha de comunicação levou as autoridades holandesas a entender que Washington apoiava a operação. O voo fretado foi impedido de seguir o plano.

No domingo (28.jul.2026), a opositora estava na Cidade do Panamá e tentou embarcar para Caracas sem sucesso. A Copa Airlines a impediu de entrar no voo.

MEDALHA DO NOBEL

María Corina Machado entregou sua medalha ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), em 15 de janeiro de 2026. Líder da oposição venezuelana ao regime de Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), Corina foi escolhida por “seu trabalho incansável promovendo os direitos democráticos para o povo da Venezuela e por sua luta para alcançar uma transição justa e pacífica da ditadura para a democracia”, segundo o Comitê Norueguês do Nobel.

A premiação de Corina havia desagradado Trump, que manifestara reiteradamente seu desejo de receber o Nobel da Paz. Quando Maduro foi capturado, Corina surgiu como opção à transição do governo venezuelano, comandada pelos EUA, mas foi descartada pelo republicano. Segundo o jornal Washington Posto prêmio teria sido o motivo. Em seguida, a Corina disse que iria presentear Trump com a medalha, mas o Instituto Nobel disse que o prêmio é intransferível. 

Em reunião na Casa Branca na tarde desta 5ª feira (15.jan), Corina decidiu entregar a medalha a Trump. Afirmou ter feito a entrega como um gesto simbólico de reconhecimento pelo “compromisso único” de Trump com a liberdade do povo venezuelano, em meio ao turbulento contexto político que envolve seu país e os Estados Unidos.

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