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Governo Lula quer ampliar compras públicas de MEIs

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O ministro Paulo Pereira disse nesta 5ª feira (28.mai.2026) que o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara um mutirão para ampliar o Contrata+Brasil, plataforma que conecta órgãos públicos a pequenos fornecedores.

A declaração foi dada no programa “Bom Dia, Ministro”. Segundo Pereira, o objetivo é aumentar o número de MEIs (microempreendedores individuais) cadastrados e ampliar a oferta de serviços contratados por escolas, prefeituras e órgãos públicos.

O Contrata+Brasil é uma plataforma voltada a compras públicas e à contratação de serviços. O governo afirma que a ferramenta permite que fornecedores se cadastrem, apresentem propostas e atendam demandas de órgãos públicos.

Pereira citou serviços como pintura, reparos elétricos, manutenção predial e pequenas reformas. Segundo ele, a plataforma permite contratar trabalhadores locais em vez de abrir processos mais longos de licitação.

“Estou lá na escola do meu bairro e ela precisa de uma reforma, precisa pintar a parede, precisa trocar a elétrica, precisa consertar uma mesa. Em vez de fazer uma longa licitação, que vai demorar e trazer uma empresa grande que não é da região, o diretor da escola vai lá no Contrata+Brasil”, disse.

Segundo dados apresentados antes da entrevista, o programa tem 11.957 MEIs cadastrados, R$ 23,39 milhões em recursos movimentados, 3.910 contratos formalizados e 1.314 microempreendedores contratados. O valor médio é de aproximadamente R$ 5.900 por contratação.

O ministro disse que o governo quer levar mais órgãos públicos à plataforma e atrair mais MEIs. Segundo ele, o país tem 17 milhões de microempreendedores individuais.

Pereira também afirmou que o ministério trabalha em medidas de inclusão produtiva voltadas a trabalhadores informais, artesãs, costureiras, ambulantes e empreendedoras negras.

Ele disse que a formalização é necessária para que esses trabalhadores tenham acesso a crédito, Previdência e mercados maiores. Citou ainda iniciativas de formação em empreendedorismo feminino e negro.

“O empreendedor informal está fora do mundo em vários aspectos. Ele está fora do mundo da Previdência e tem muita dificuldade de crédito”, declarou.

Segundo o ministro, a formalização também pode ajudar pequenos produtores a vender ao exterior, inclusive depois do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Pereira disse que o governo precisa preparar esse público para acessar mercados maiores.