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Fintechs alvos de operação movimentaram R$ 26 bilhões, diz Durigan

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 4 horas)

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta 5ª feira (28.mai.2026) que o governo federal pretende avançar na “asfixia financeira” das organizações criminosas investigadas na operação Fluxo Oculto, nova fase da Carbono Oculto. A ação da Receita Federal, do Ministério Público de São Paulo e de outros órgãos mira suspeitas de lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e sonegação fiscal no setor.

Durigan deu as declarações em entrevista sobre a operação nesta 5ª feira (28.mai). Segundo ele, a Receita Federal “tem trabalhado fortemente para fazer o combate às organizações criminosas no andar de cima, olhando a parte financeira que abastece e dá oxigênio para o crime organizado”. O ministro afirmou que as investigações identificaram “R$ 1 bilhão em espécie” e movimentação de “R$ 26 bilhões em 6 fintechs nos últimos anos”.

O ministro disse que o avanço das investigações só foi possível depois da ampliação das informações da e-Financeira, obrigação enviada por instituições financeiras à Receita. Durigan criticou congressistas e influenciadores “da direita” que, segundo ele, atuaram contra a ampliação do sistema. “Graças a essas identificações, outras 6 fintechs” foram descobertas dentro do esquema, declarou.

As empresas investigadas são:

  • Ceopag Instituição de Pagamento;
  • America Payment;
  • Sispay Instituição de Pagamento;
  • Smart Solutions Instituição de Pagamento;
  • YAW Instituição de Pagamento;
  • Ello Gestora de Recursos.

A superintendente da Receita Federal, Márcia Meng, declarou que a integração entre órgãos estaduais e federais ampliou a capacidade de investigação: “A atuação conjunta tem feito com que a gente avance bastante”.

Segundo a Receita Federal, as 6 fintechs funcionavam como “bancos paralelos” usados para ocultar recursos de origem ilícita. De 2022 a 2025, as empresas movimentaram mais de R$ 26 bilhões. Uma das instituições recebeu depósitos superiores a R$ 1 bilhão em espécie de 2022 a 2024.

A operação também identificou transações de ao menos R$ 365 milhões em criptoativos associadas a empresas suspeitas de lavagem de dinheiro. Em outra frente, as investigações apontam fraude com uso de nafta petroquímica para adulteração de combustíveis, com prejuízo estimado em R$ 200 milhões em tributos sonegados em 2 anos.