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Lula diz que “não dá” para debate do fim da 6 X 1 durar 4 anos

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta 6ª feira (22.mai.2026), que terá uma reunião na 2ª feira (25.mai) com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, para discutir propostas de redução da jornada de trabalho no modelo 6 X 1.

Lula declarou defender a diminuição da carga semanal de 44 para 40 horas sem redução de salário. Segundo ele, o governo tentará negociar uma transição para a mudança diante da resistência de empresários e do Congresso.

FIM DA 6 X 1

“Não dá para aceitar ficar 4 anos para fazer meia hora, uma hora. Aí é brincar de fazer redução. Deve ter o seguinte: está o projeto de lei, quero ver quem quer mostrar para o povo quem pediu para participar”, afirmou em entrevista à EBC (Empresa Brasil de Comunicação).

O presidente disse que o Brasil precisa adaptar as relações de trabalho aos avanços tecnológicos registrados nas últimas décadas. Segundo ele, a modernização elevou os lucros das empresas, mas os trabalhadores não foram beneficiados na mesma proporção.

Lula criticou argumentos de que a redução da jornada elevaria custos para o setor produtivo. Também afirmou que parte do empresariado mantém uma “mentalidade retrógrada” sobre direitos trabalhistas.

Durante a entrevista, Lula comparou a discussão atual sobre jornada de trabalho a resistências históricas enfrentadas em temas trabalhistas e sociais, como a abolição da escravidão e a criação de direitos previstos na Constituição de 1946.

TRANSIÇÃO EM ATÉ 5 ANOS

O Palácio do Planalto considera apoiar uma redução progressiva da jornada semanal de 44 para 40 horas, com um período de transição estimado de 2 a 5 anos.

A reunião entre integrantes do governo e aliados deve servir para unificar o posicionamento sobre o tema e evitar divergências públicas. A expectativa é que um comunicado conjunto seja divulgado após o encontro.

Ao Poder360, o ministro Guilherme Boulos afirmou que o governo rejeita prazos longos para a mudança. Segundo ele, o único prazo considerado viável é um período curto de adaptação para que as empresas reorganizem suas equipes sem que a transição ultrapasse alguns meses.

O relator da proposta, deputado federal Léo Prates (Republicanos-BA), adiou a apresentação do relatório final para 2ª feira (25.mai) –deveria ser na 4ª feira (20.mai).

Segundo apurou o Poder360, a proposta deve ignorar a emenda apresentada pelo deputado Sérgio Turra (PP-RS). O texto inclui uma série de contrapartidas fiscais e flexibilizações trabalhistas que mitigariam os impactos financeiros sobre o setor produtivo.

Entre as medidas apresentadas na emenda estão a redução de 8% para 4% da contribuição patronal ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço. Também a isenção temporária da contribuição patronal à Previdência Social, atualmente em 20% sobre o salário, para novos contratados depois da redução da jornada.

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