A possível liberação permanente do uso de gasolina com 15% de etanol nos Estados Unidos, o chamado E15, deve reduzir significativamente o excedente norte-americano disponível para exportação. Com isso, o Brasil surge como principal beneficiário do reequilíbrio no mercado internacional de biocombustíveis, segundo estudo da StoneX divulgado recentemente.
O levantamento indica que, ao ampliar o consumo doméstico de etanol de milho, os Estados Unidos abrirão espaço para outros mercados suprirem a demanda global.
Nesse cenário, o Brasil, um dos maiores produtores mundiais de cana-de-açúcar, aparece como o grande favorecido por essa movimentação estrutural.
E15 nos EUA e o impacto global
Atualmente, o E15 é proibido nos Estados Unidos durante os meses de verão em grande parte do país, devido a restrições ambientais.
A liberação integral da mistura, alinhada a uma agenda defendida por diferentes setores do governo americano e associada a Donald Trump, ampliaria o consumo interno de etanol de milho, reduzindo o volume disponível para exportação e criando uma oportunidade concreta para o etanol brasileiro no mercado externo.
No cenário doméstico, o Brasil já vive o E30 e caminha para o E32, cuja aprovação foi discutida em reunião realizada no início do mês.
O setor sucroalcooleiro recebe com entusiasmo os avanços na mistura de etanol à gasolina. Há, no entanto, um debate sobre os efeitos dessa composição na competitividade do etanol hidratado nas bombas, em comparação direta com a gasolina.
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