O rei Charles 3º citou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano), nesta 3ª feira (28.abr.2026), em discurso ao Congresso norte-americano, ao dizer que os laços entre EUA e Reino Unido são “inquebráveis e insubstituíveis”, embora tenha reconhecido a existência de desacordos.
A declaração foi feita no âmbito do 250º aniversário da independência norte-americana, que será comemorado em 4 de julho. A visita aos EUA do rei e sua esposa, a rainha consorte Camila, na qual se encontram com Trump, dá-se em um contexto de tensão entre ambos os países, em razão de discordâncias quanto à condução da guerra no Irã.
Segundo Charles, a parceria entre EUA e Reino Unido nasceu da disputa, “mas nem por isso é menos forte”. O rei disse que ambos os países têm uma mentalidade que é, por natureza, “um produto das tradições democráticas, jurídicas e sociais comuns em que a nossa governança está enraizada até hoje”.
Rei Charles relembrou o 11 de Setembro e o auxílio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que na ocasião agiu por meio do Artigo 5, responsável pela defesa conjunta do bloco.
O não engajamento dos aliados norte-americanos no atual conflito no Oriente Médio, especialmente o Reino Unido do primeiro-ministro Keir Starmer (Partido Trabalhista), tem sido uma das principais queixas de Trump.
“Respondemos ao chamado juntos, como nossos povos têm feito por mais de um século, ombro a ombro, através de duas Guerras Mundiais, da Guerra Fria, do Afeganistão e de momentos que definiram nossa segurança compartilhada”, disse Charles.
Defendeu o uso dessa “determinação inabalável” para “garantir uma paz verdadeiramente justa e duradoura” na Ucrânia e para combater as “calotas polares do Ártico que estão derretendo desastrosamente”.
Por fim, o rei Charles disse que “a história do Reino Unido e dos Estados Unidos é, em seu coração, uma história de reconciliação, renovação e uma parceria notável”.
