A NFL planeja ampliar a presença internacional nos próximos anos, tanto no número de jogos quanto na quantidade de mercados alcançados. Em entrevista coletiva nessa quarta-feira (2/9), Peter O’Reilly, vice-presidente executivo, afirmou que a liga já trabalha com a possibilidade de superar os 10 jogos internacionais.
“Claramente, recebemos a aprovação dos proprietários no ano passado para chegar a dez jogos internacionais de temporada regular. E, como o comissário disse, temos aspirações de ir além disso. Queremos fazer isso da maneira certa. Queremos ir aos mercados certos, no momento certo”, afirmou O’Reilly.
A meta inicial previa o limite de 10 confrontos de temporada regular fora dos Estados Unidos. No entanto, o avanço da liga em sete países ao longo desta temporada motivou a organização a acelerar os planos para se consolidar como uma propriedade esportiva global.





Decoração da NeoQuímica Arena com arte para o time dos Los Angeles Chargers
Divulgação/Los Angeles ChargersChiefs vs Chargers - NFL
Jamie Squire/Getty ImagesBola comemorativa dos jogos da NFL em São Paulo
Leon Rodrigues/SECOMPrograma de Mercados Globais
Uma das frentes estratégicas da liga para construir essa base de fãs é o Global Markets Program, que permite às equipes desenvolverem atividades comerciais e ações de marketing em países específicos.
“A premissa é que ter uma equipe favorita é, como todos sabemos, um fator fundamental para criar uma relação duradoura e um alto nível de envolvimento com a NFL. Ao dar aos clubes a opção de se candidatar, queremos que eles realmente estejam alinhados com mercados nos quais vão se envolver”, explicou o executivo.
O’Reilly citou a sinergia entre as prioridades dos clubes e a expansão da própria liga: “Por exemplo, existem laços entre Nova Orleans e a França, e eles estão totalmente envolvidos com o que estão fazendo lá. Lions e os Patriots estão jogando na Alemanha. Isso permite que os clubes tenham liberdade para adaptar o programa às suas prioridades”, contou.
Escolha de novos países
O processo de seleção de novas praças para hospedar jogos internacionais envolve a análise metódica de métricas de consumo digital, engajamento e viabilidade estratégica.
“Levamos esse processo muito, muito a sério. Temos sido bastante metódicos. Começamos, obviamente, com jogos no México e, depois, principalmente no Reino Unido. Em seguida, analisamos os mercados, observamos os dados sobre os torcedores e o nível de envolvimento deles”, relatou O’Reilly.
Essa avaliação contínua permitiu o avanço para Alemanha, Brasil, Espanha, Irlanda, França e Austrália. “E, como temos deixado muito claro, não estamos interessados em fazer algo pontual. Quando vamos a um mercado, estamos comprometidos com o longo prazo”, afirmou.
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França, México e Japão
Na França, a chegada do primeiro jogo oficial seguiu um amadurecimento gradual, testando o interesse do público em eventos locais.
“A França sempre esteve entre os mercados que consideramos um mercado forte na Europa e um grande mercado esportivo de maneira geral. Isso também serviu como um catalisador para trazer novos parceiros de mídia na França. Esses mercados não estão todos no mesmo nível de maturidade em termos de torcida, mas são importantes”, disse.
Nas Américas, o México volta a receber a NFL no Estádio Azteca com o confronto entre Minnesota Vikings x San Francisco 49ers. Além do apelo do mercado mexicano no flag football, a liga projeta crescimento para a região: “O México poderia ser um mercado capaz de receber vários jogos no futuro. Isso certamente não está fora de questão”, comentou.
Logística dos jogos internacionais
Questionado pelo Metrópoles sobre o impacto das longas viagens, fusos horários e mudanças de rotina no desempenho dos jogadores, Peter O’Reilly garantiu que a operação das viagens é ajustada em detalhes para minimizar o desgaste.
“A experiência das equipes e dos jogadores é a nossa prioridade número um. Se não fizermos isso direito, todo o resto desmorona”, afirmou.
Apesar do receio inicial que costuma surgir na primeira visita a um novo país, o dirigente ressaltou que o feedback dos atletas após as partidas costuma ser extremamente positivo, citando o impacto da estreia na Alemanha e no Brasil.

