Facilmente confundida com um infarto, a cardiomiopatia de Takotsubo — popularmente conhecida como síndrome do coração partido — provoca sintomas clássicos como dor no peito, falta de ar, palpitações e tontura, mas sem apresentar obstrução nas artérias coronárias. Agora, para solucionar esse desafio de diagnóstico, pesquisadores desenvolveram a BioTAK: uma nova ferramenta que utiliza marcadores sanguíneos para identificar a síndrome com alta precisão.
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Publicado na revista European Heart Journal, o estudo demonstra que a análise de quatro medições sanguíneas combinada ao sexo do paciente ajuda a garantir o diagnóstico correto antes de uma angiografia coronária — exame invasivo que visualiza o interior das artérias do coração.

Para chegar aos resultados, os cientistas utilizaram dados de dois bancos com informações de mais de 3 mil pessoas. Dessa forma, o levantamento revelou que a síndrome atinge entre 1% e 4% dos indivíduos que dão entrada no hospital com suspeita de infarto, além de que, especialmente entre as mulheres, muitos casos ocorrem sem qualquer grau de obstrução arterial.
Diferença entre as condições
Segundo a pesquisa, a eficácia do método baseia-se principalmente no fato de que o infarto e a cardiomiopatia de Takotsubo são causados por processos diferentes. O primeiro evento é uma das manifestações da chamada síndrome coronariana aguda, ocorrendo devido ao bloqueio do fluxo sanguíneo nas artérias por placas de gordura.

No caso de Takotsubo, porém, o ventrículo esquerdo sofre uma deformação repentina, reduzindo drasticamente sua capacidade de bombear o sangue. Além disso, há uma elevação nos níveis de hormônios do estresse, como o cortisol, acompanhada por uma falha na comunicação entre os centros emocionais do cérebro e o coração.
As principais causas da síndrome incluem estresse, luto, términos de relacionamento, sustos e até mesmo um alto grau de empolgação.

