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Trump endossa senador que acusa Brasil de ser injusto com o agro dos EUA

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 1 hora)
Trump endossa senador que acusa Brasil de ser injusto com o agro dos EUA

O senador republicano Chuck Grassley, que também é do ramo do agronegócio (produtor de milho e soja no estado de Iowa, EUA), mandou uma mensagem a Donald Trump, acusando o Brasil de ser “injusto para o agricultor americano”.

Nessa quinta-feira (3/9), o presidente publicou o texto do parlamentar na Truth Social, rede social que lançou e usa como meio de comunicação de decisões presidenciais.

Grassley pediu para que Trump dê aos agricultores norte-americanos o mesmo tratamento oferecido aos consumidores de produtos farmacêuticos, ou seja, para que ele repita a tática de pressão política utilizada contra as grandes indústrias farmacêuticas, exigindo que elas reduzissem os preços dos medicamentos para o consumidor americano.

“A situação é a seguinte: empresas americanas que produzem sementes, fertilizantes e produtos químicos estão vendendo seus produtos no exterior, e particularmente no Brasil, com grandes descontos, o que é injusto para o agricultor americano. No caso da semente de milho, os agricultores americanos estão pagando um adicional de 68% sobre o que é pago no Brasil”, defende o parlamentar.

E continua pedindo para que Trump anuncie algo em breve, mesmo que não possa negociar imediatamente:

“É fácil ver que, se o senhor pressionar essas empresas como fez com as farmacêuticas, não precisará destinar US$ 11 bilhões aos agricultores para apoio emergencial. Por favor, analise isso; se constatar uma injustiça contra o agricultor americano, anuncie algo em breve, mesmo que não possa negociar imediatamente. Um muito obrigado da parte do agricultor americano”, concluiu.

Segundo reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times, em julho,  os Estados Unidos correm o risco de perder para o Brasil o posto de maior exportador agrícola do mundo devido aos dados positivos para o agro brasileiro no ano passado. A diferença de exportação entre os dois países foi de apenas US$ 2 bilhões em 2025, quando em 2021 a distância era de US$ 56 bilhões.

A preferência da China pelos negócios com brasileiros também influenciou nessa balança, uma vez que as tarifas comerciais impostas pelos EUA no governo Trump levaram a China a trocar o mercado norte-americano pelo brasileiro, principalmente com relação à soja e algodão. Mas o principal motivo é a imensa capacidade de produção e colheita do Brasil.

De acordo com a Embrapa, o Brasil é o terceiro maior produtor de milho do mundo e figura entre os principais líderes globais na exportação do grão. Destaque estadual é Mato Grosso, que lidera isoladamente a produção nacional. O país fica atrás apenas dos Estados Unidos e da China no ranking de produção.

A colheita brasileira de milho no ciclo atual é estimada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em cerca de 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal está toda colhida, e a produção, estimada em 29,6 milhões de toneladas.

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