Candidato à presidência da República pelo PSD, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado manifestou interesse em ter Guilherme Afif em um eventual mandato. A declaração aconteceu durante um encontro com empresários nesta quarta-feira (12/8), em São Paulo.
Afif é o secretário de Projetos Estratégicos do governo de São Paulo na gestão de Tarcísio de Freitas (Republicanos). Caiado negou que um eventual convite provocaria ruído com Tarcísio, a quem declarou apoio nas eleições estaduais.
“De maneira alguma. Se você faz um convite a uma pessoa, é importante sempre um estado ceder um membro do seu governo para que ele possa ocupar um escalão nacional. Eu não vejo isso, de maneira nenhuma, como um ato que o Tarcísio ficaria contrariado. Eu acho que isso é um respeito com o Estado também. É você trazer os nomes para que possa compor um governo federal”, afirmou Caiado.
4 imagens1 de 4Leonardo Amaro/Metrópoles2 de 4Candidato à presidência pelo PSD, Ronaldo Caiado participa de evento em SP
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Caiado queria Gakiya em ministério
O encontro com empresários também serviu para Caiado apresentar propostas econômicas e de segurança. Entre as medidas defendidas por ele estão a criação de uma estrutura específica para combater organizações criminosas, o enquadramento de facções como organizações terroristas domésticas e a redução da maioridade penal para 16 anos em crimes específicos.
Durante o evento, o candidato também falou sobre segurança pública, economia e a relação com outros nomes que poderiam participar de um eventual governo. Entre eles, citou o promotor Lincoln Gakiya, a quem convidou para comandar um futuro Ministério da Segurança Pública.
No entanto, o promotor recusou o convite porque o cargo seria incompatível com sua atual posição.
“Ele [Gakiya] me disse: ‘Eu, na função de promotor, é impossível que possa assumir este cargo'”, afirmou Caiado. “Mas buscarei um perfil que tenha essas características, de experiência, de capacidade e de inteligência para combater o crime organizado no Brasil”, disse o ex-governador durante agenda em São Paulo.
Gakiya é conhecido por atuar há duas décadas contra o Primeiro Comando da Capital (PCC) — sendo, inclusive, jurado de morte pela facção. Apesar do convite, o promotor já divergiu publicamente da posição de Caiado a respeito do enquadramento do PCC como organização terrorista.






