A poucos dias da abertura de Utopias em construção: Brasília nas dobras do tempo, que terá início na próxima terça-feira (11/8), os organizadores destacam um dos principais objetivos da exposição: fortalecer o sentimento de pertencimento e a identidade cultural dos brasilienses por meio da história da capital.
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Saiba mais sobre a exposição
- Com curadoria de Marcus Lontra, Marília Panitz e Rafael Peixoto, a mostra gratuita fica em cartaz de agosto a outubro, no Museu Nacional da República.
- Realizada pelo Metrópoles Arte em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, a exposição reúne documentos históricos, fotos, projetos, obras de arte e experiências imersivas.
- O acervo ganha novas interpretações ao colocar documentos históricos em diálogo com obras contemporâneas.
- A iniciativa busca transformar visitantes em participantes da memória e da preservação do patrimônio da capital.







Depois que a temporada no museu acabar, a exposição não vai desaparecer. Ela deve ganhar uma versão menor no próprio Arquivo Público do Distrito Federal
Rafaela Felicciano/MetrópolesTrabalhadores atuam na construção das grandes estruturas em Brasília
Divulgação/Arquivo Público do DFFoto mostra mapa de construção da região
Divulgação/Arquivo Público do DFHomens discutem projetos de construção
Divulgação/Arquivo Público do DFInauguração do primeiro centro binacional do Planalto Central
DivulgaçãoMostra funciona como uma “ponte de reconhecimento”
Segundo o historiador Elias Manoel da Silva e o arquivista Hélio Júnior, a mostra busca reduzir a distância entre as novas gerações e a construção da cidade. Para eles, com o passar do tempo, a criação de Brasília corre o risco de ser lembrada apenas como um episódio dos livros de história.
“Ao apresentarmos, por exemplo, registros como os da série Foto na hora: Lembrança de Brasília, de Joaquim Paiva, ou as tensões sociais documentadas nas fotos da UnB nos anos 1960, nós retiramos a construção da capital do campo da mitologia oficial e a trazemos para o campo da vivência humana”, explicam. “Mostramos que Brasília foi feita por migrantes, trabalhadores, estudantes e artistas cujas vidas e conflitos moldaram a cidade que hoje habitamos.“
De acordo com os especialistas, a identidade brasiliense é resultado da convivência entre diferentes histórias.
Ao lado do Plano Piloto idealizado por Lúcio Costa e da arquitetura de Oscar Niemeyer, a exposição apresenta documentos sobre a Cidade Livre, movimentos populares e outros acontecimentos que marcaram a formação da capital.




Operários iniciam as fundações de moradias provisórias em Brasília, em meio a canteiros improvisados que marcaram os primeiros anos da nova capital.
Divulgação/Arquivo Público do DFA caixa d'água em Ceilândia, considerada cartão postal da região
Divulgação/Arquivo Público do DFPessoas distribuem panfletos
Divulgação/Arquivo Público do DFEles ainda enfatizam que, para o jovem cidadão que não vivenciou o 21 de abril de 1960, a exposição funciona como uma “ponte de reconhecimento”.
Utopias em construção permite que o brasiliense entenda que a sua cidade não é apenas um monumento estático, mas um organismo vivo, fruto de um processo coletivo de invenção, de resistência, de criatividade e, também, porque não, de lutas e conflitos
Elias Manoel da Silva e Hélio Júnior
Realizada pelo Metrópoles em parceria com o Arquivo Público do Distrito Federal, a exposição fica aberta ao público até outubro, com entrada gratuita.

