A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (29/7), a Operação Eleitor de Papel, para apurar um esquema de transferências fraudulentas de domicílio eleitoral em Novo Gama (GO), no Entorno do Distrito Federal (DF).
As investigações apontam a suposta utilização e comercialização de comprovantes de residência falsos ou indevidamente disponibilizados para instruir requerimentos eleitorais, permitindo a transferência irregular de eleitores.
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Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de medidas cautelares diversas da prisão, expedidos pela Justiça Eleitoral de Goiás.
Entre as determinações judiciais estão a suspensão temporária das atividades de um estabelecimento comercial investigado e o afastamento cautelar de um servidor público apontado como um dos alvos da operação.
O esquema
As apurações começaram após a PF receber informações sobre um possível esquema de induzimento de cidadãos à transferência de títulos de eleitor para um município diferente daquele onde efetivamente possuíam domicílio eleitoral.
Durante as diligências, os policiais federais reuniram indícios da oferta e do fornecimento de comprovantes de residência em nome de terceiros, utilizados para instruir procedimentos perante a Justiça Eleitoral.
Segundo a PF, os fatos investigados podem configurar crimes eleitorais relacionados à fraude documental e à falsidade ideológica para fins eleitorais, sem prejuízo de outras infrações penais que possam ser identificadas no decorrer das investigações.

