Uganda foi oficialmente declarada livre do ebola nessa terça-feira (29/7), após completar 42 dias sem registrar novos casos da doença. O anúncio foi feito pelo Ministério da Saúde do país, seguindo o protocolo da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera dois períodos máximos de incubação do vírus para encerrar um surto.
Embora Uganda tenha conseguido controlar o surto, a situação continua preocupante na vizinha República Democrática do Congo, onde a epidemia segue em crescimento e já ultrapassou 3,2 mil casos confirmados.
Segundo as autoridades ugandesas, o último paciente recebeu alta em 16 de junho e, desde então, não houve novos registros de transmissão da doença.
“O surto de ebola em Uganda em 2026 teve origem em um evento de importação totalmente documentado”, informou o Ministério da Saúde do país em comunicado.
País monitorou contatos antes de declarar fim do surto
De acordo com o governo de Uganda, todos os contatos identificados dos pacientes permaneceram em quarentena e concluíram o período de acompanhamento sem apresentar sinais da doença. Além disso, a vigilância reforçada não encontrou indícios de transmissão comunitária.
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As autoridades afirmam que os primeiros casos registrados no país estavam ligados ao surto na República Democrática do Congo. Os pacientes haviam cruzado a fronteira em busca de atendimento médico antes da confirmação do diagnóstico de ebola. Ao todo, Uganda registrou 20 casos durante o surto.
Epidemia continua a crescer no Congo
Enquanto Uganda encerra o surto, a República Democrática do Congo continua enfrentando o maior desafio da atual epidemia. Segundo o Ministério da Saúde congolês, o país soma 3.262 casos confirmados e 1.437 mortes. As autoridades locais classificam o episódio como o surto de ebola com propagação mais rápida já registrado no país.
O vírus responsável pela epidemia é a variante Bundibugyo, que ainda não possui vacina nem tratamento aprovado. A OMS classificou o surto como uma Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional.
As equipes de resposta também enfrentam dificuldades para controlar a doença devido a problemas de segurança em áreas afetadas. Ataques contra profissionais de saúde e conflitos armados têm dificultado o rastreamento de contatos e o atendimento aos pacientes, medidas consideradas essenciais para interromper a transmissão do vírus.

