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Marinho: recusa de Flávio à escolta da PF foi estratégia da campanha

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 11 horas)
Marinho: recusa de Flávio à escolta da PF foi estratégia da campanha

O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência, afirmou que a decisão do pré-candidato de abrir mão da escolta da Polícia Federal (PF) fez parte de uma estratégia da campanha eleitoral.

A declaração foi dada após o Partido Liberal (PL) apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um pedido de investigação sobre uma suposta rede digital que, segundo a legenda, atua contra Flávio.

Marinho afirmou que a decisão não representa falta de confiança da campanha na PF como instituição e disse que há pontos relacionados ao caso que, na avaliação do PL, ainda precisam ser esclarecidos.

“O fato de o candidato ter aberto mão da escolta da Polícia Federal foi uma decisão dele, em função, inclusive, estratégia da campanha, que a gente já publicizou nacionalmente. Nós não acreditamos que a instituição Polícia Federal seja uma instituição que esteja viciada. Nós achamos que existem algumas situações que precisam ser esclarecidas”, disse o senador, sem especificar quais seriam essas situações.

A fala ocorre após Flávio anunciar que abriria mão da escolta da PF e optaria por manter a segurança realizada pela Polícia do Senado.

Como mostrou a coluna do Metrópoles Grande Angular, a decisão foi tomada em meio a críticas de Flávio à atual direção da PF. Segundo o pré-candidato, a corporação teria sido “aparelhada” pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Mais cedo, a PF colocou em funcionamento a Sala Nacional de Comando e Controle, em Brasília, estrutura criada para coordenar, em tempo real, a segurança dos candidatos à Presidência da República durante a campanha eleitoral de 2026.

Conforme mostrou a coluna Mirelle Pinheiro, a central será responsável por acompanhar, em tempo real, as equipes espalhadas pelo país, prestar apoio às operações e monitorar as agendas dos presidenciáveis.

Ação

Os advogados do PL entregaram ao ministro Nunes Marques, presidente do TSE, um documento com pedido de investigação que aponta registros de perfis com cerca de 30 seguidores que teriam gasto R$ 200 mil em anúncios contra Flávio.

O pedido foi apresentado na última sexta-feira (17/7). Em coletiva em frente ao TSE nesta segunda-feira (20/7), após reunião com o presidente da Corte Eleitoral, os advogados afirmaram que a campanha de Flávio identificou as irregularidades na plataforma Meta.

“A campanha, por acidente, em fevereiro, quando estava acompanhando, nos anunciantes, quem contrata impulsionamento na plataforma Meta, ela por acaso detectou que alguns perfis muito pequenos, então perfis recém-criados, com 30, 40 seguidores, então um perfil que não tem importância, um porte relevante, estavam fazendo contratações de 200 mil reais. Muito atípico. Isso nos levantou um sinal de alerta”, disse Maria Claudia Bucchianeri.

A advogada prosseguiu: “Nunca vi nada parecido. Aquilo que em 2022 a gente chamava de milícia digital virou menor infrator perto dessa estrutura, porque eu não estou falando de robô [sic], eu estou falando de um volume de pessoas importantes que arrumam o CPF frio, cria uma conta, consegue um meio de pagamento”, disse.