Com o início das convenções partidárias, os principais nomes na disputa pelo Palácio do Planalto intensificam a corrida para fechar palanques estaduais, considerados estratégicos para impulsionar as campanhas presidenciais.
Na corrida pelos apoios locais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à etapa com vantagem e com definições em 25 estados e no Distrito Federal.
Do outro lado, os presidenciáveis da direita, como Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (União Brasil), ainda negociam alianças e buscam consolidar candidaturas competitivas aos governos estaduais que possam servir de palanque nos redutos eleitorais.
A convenção partidária marca o período que partidos e filiados devem se reunir para definir candidatos para as eleições, a data para tal definição se encerra no dia 5 de agosto. Após essa processo, as legendas têm até o dia 15 de agosto para registrar o pedido de candidatura.
Convenções partidárias
- A convenção partidária é uma etapa fundamental do processo eleitoral. Nesse momento, os partidos políticos e as federações partidárias se reúnem para escolher quem vai disputar cada cargo e deliberar sobre a formação de coligações.
- No caso das federações, a convenção ocorre de forma unificada, com a participação de todos os partidos que tenham órgão de direção partidária na circunscrição. Os encontros devem ser realizados no período entre 20 de julho e 5 de agosto.
- A legislação permite que as convenções sejam feitas de forma presencial, virtual ou híbrida. Os partidos realizam convenções estaduais e nacionais.
- Com os candidatos definidos, os partidos, as federações e as coligações têm até 15 de agosto para registrarem formalmente as candidaturas na Justiça Eleitoral. No dia seguinte, em 16 de agosto, inicia-se a propaganda eleitoral geral, nas ruas e na internet.
Lula na frente das definições
O presidente Lula chancelou o avanço nas definições estaduais na última semana, quando bateu o martelo sobre o Minas Gerais e alçou o deputado federal Patrus Ananias (PT) como pré-candidato da legenda ao Palácio Tiradentes. A decisão encerrou um longo entrave no estado.
Além do segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais é um “termômetro” para a disputa presidencial já que, tradicionalmente, o presidenciável mais votado no estado converge com o candidato eleito para assumir o Palácio Planalto.
Além da candidatura própria no estado mineiro, o Partido dos Trabalhadores (PT) também lançou candidatos ao governos locais em 10 estados, além de ter costurado apoios a nomes do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Partido Social Brasileiro (PSB), Movimento Social Democrático (MDB), União Brasil e Progressistas (PP).
Resta ao petista, agora, chegar a uma definição apenas no estado de Goiás. O estado enfrenta um entrave entre o diretório nacional do PT e o diretório estadual da legenda. Em reunião na última segunda-feira (13/7), o PT em Goiás decidiu manter apoio à pré-candidatura do ex-deputado estadual Luis Cesar Bueno (PT) ao governo do estado goiano.
A decisão, no entanto, contraria a vontade de Lula, que defende que a deputada federal Adriana Accorsi (PT-GO) na disputa ao governo. Mas ela resiste à proposta. A parlamentar preside o diretório estadual da sigla e endossou apoio a Bueno.
Flávio Bolsonaro tem indefinições em seis estados
Principal adversário do presidente Lula na corrida presidencial, Flávio Bolsonaro (PL) já fechou arranjos em 21 estados. Deste arranjos, em 12 estados o Partido Liberal (PL) tem candidatos próprios, além de alianças com o União Brasil, Progressistas (PP) e Republicanos em outras localidades.
O filho mais velho de Jair Bolsonaro (PL), contudo, ainda busca desatar nós nos seis estados sem definição — Alagoas, Amapá, Espírito Santo, Minas Gerais, Pernambuco e Maranhão.
Em ao menos dois deles, em Pernambuco e Alagoas, pessoas que acompanham a articulação, como antecipou o Metrópoles, acreditam que o presidenciável pode acabar sem coligação oficial.
No Espirito Santo, por outro lado, as conversas caminham para uma definição. Um acordo do PL com o Republicanos pode consolidar no apoio de Flávio Bolsonaro a Lorenzo Pazolini (Republicanos), prefeito da capital capixaba, para o governo do estado.
PSD de Caiado tem candidatos em 13 estados
O Partido Social Democrático (PSD) que tem Ronaldo Caiado (PSD) e Gilberto Kassab (PSD) na chapa para a Presidência da República pela legenda, tem candidatos próprios em 12 estados e no Distrito Federal. São eles:
- Santa Catarina: João Rodrigues
- Paraná: Sandro Alex
- Rio de Janeiro: Eduardo Paes
- Minas Gerais: Mateus Simões
- Pernambuco: Raquel Lyra
- Sergipe: Fábio Mitidoeri
- Amazonas: Omar Aziz
- Distrito Federal: José Roberto Arruda
- Tocantins: Laurez Moreira
- Rondônia: Adailton Furia
- Mato Grosso: Natasha Slhessarenko
- Amapá: Dr. Furlan
- Maranhão: Eduardo Braide
Nem todos estes nomes, contudo, se convertem em apoio à pré-candidatura de Caiado ao Palácio do Planalto. Apesar da proximidade de parte de seus candidatos com o bolsonarismo, o PSD tende a adotar uma estratégia de neutralidade nos estados durante a campanha, evitando declarar apoio explícito a Ronaldo Caiado ou Flávio Bolsonaro.
Zema tem palanque em quatro estados
O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (Novo) deve contar apoio em quatro estados, onde o Novo tem candidatos próprios.
A legenda tem pré-candidatos ao governo estadual no Ceará, com o senador Eduardo Girão; Mato Grosso do Sul, com João Henrique Catan; no Distrito Federal com Kiko Caputo; e no Rio de Janeiro com André Marinho.
Articuladores do Partido Novo consultados pelo Metrópoles sob reserva afirmaram que a legenda articulou apoio em 13 estados, onde deve apoiar candidatos de partidos variados, incluindo do PL e do PSD. A estratégia busca preservar alianças regionais e evitar desgastes com partidos que, embora apoiem presidenciáveis distintos, dividem palanques e composições eleitorais com o Novo nos estados.
Na prática, a legenda optou por priorizar os acordos locais, mantendo o apoio a candidatos considerados competitivos para os governos estaduais e preservando coligações para outros cargos, como o Senado. Como é o caso do Rio Grande do Sul.
No estado, o Novo apoiar a candidatura do deputado federal Luciano Zucco (PL), que inclui o senador Marcel van Hattem (Novo) na chapa, que busca a reeleição para o Senado.
O Novo, conforme apurou o Metrópoles, também deve apoiar:
- Santa Catarina: Jorginho (PL)
- Paraná: Sérgio Moro (PL)
- Amazonas: Maria do Carmo
- Goiás: Wilder (PL)
- Mato Grosso: Wellington(PL)
- Pernambuco: Raquel Lyra (PSD)
- Minas Gerais: Mateus Simões (PSD)
- Maranhão: Eduardo Braide (PSD)
- São Paulo: Tarcísio Freitas (Republicanos)
- Acre: Alan Rick (Republicanos)
- Espírito Santo: Pazolini (Republicanos)
- Pará: Dr. Daniel (Pará)
Missão de Renan Santos tem cinco pré-candidatos
O Missão que tem Renan Santos como pré-candidato ao Palácio do Planalto, conforme apurou o Metrópoles, não vai apoiar nomes de outras legendas. O partido, contudo, tem cinco pré-candidatos aos governos locais em seis estados. São eles:
- Rio de Janeiro: Coronel Busnello
- Paraná: Luiz Felipe França
- Minas Gerais: Ben Mendes
- Pernambuco: Renan Hallais
- Mato Grosso: Rafael Milas
- Espírito Santos: Breno Barcellos

