O pré-candidato do partido Missão à Presidência da República, Renan Santos, ironizou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes ao chamá-lo de “cabo eleitoral” e “marqueteiro” do senador Flávio Bolsonaro (PL). A declaração ocorreu nessa segunda (13/7), após o magistrado suspender as visitas de Flávio ao pai, Jair Bolsonaro (PL), por 90 dias, em retaliação a uma carta política divulgada por ambos.
Veja:
A decisão de Moraes foi anunciada depois de Flávio compartilhar uma carta em que o ex-presidente reitera apoio ao filho mais velho na disputa presidencial. Na visão de Renan, a medida do ministro do STF é “autoritária” e Flávio sai fortalecido.
“O Alexandre de Moraes, na bizarrice dele, ele se tornou uma espécie de cabo eleitoral do Flávio Bolsonaro. A carta é tosca, o Flávio tem que ficar pedindo permissão ao pai para ser candidato. Mas o pior é ele (Moraes) proibir, ficar sempre vitimizando os caras, com o autoritarismo bizarro dele”, afirmou.
Leia também
Durante o vídeo, Renan ainda diz que a decisão de Moraes serve como pretexto para apoiadores do Bolsonaro lembrarem que o ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em 2018, leu uma carta do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, época na qual estava preso.
“As pessoas percebem que há dois pesos e duas medidas, e esses dois pesos e duas medidas sequer prejudicam o Flávio, é bom parao Flávio isso aí”, avaliou Renan.
“Então, às vezes eu acho que o Alexandre de Moraes é o marqueteiro do Flávio, porque tudo que o Alexandre de Moraes quer e precisa é de um Bolsonaro para brigar, porque aí talvez as pessoas se esqueçam do envolvimento dele no escândalo do Banco Master”, complementou Renan, também líder do Movimento Brasil Livre (MBL).
Moraes suspende visitas
Nessa segunda, Moraes suspendeu as visitas do senador Flávio ao pai por 90 dias e deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente, que está em prisão domiciliar, explique a divulgação de uma carta política
Na decisão, Moraes diz que Flávio Bolsonaro se utilizou do direito de visitar Bolsonaro para obter uma carta escrita por ele “com a exclusiva finalidade de divulgá-la nas redes sociais”.

