A Associação de Futebol Argentino (AFA) é investigada pelo Departamento Federal de Investigação (FBI) durante a Copa do Mundo por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro. A agência norte-americana já ouviu testemunhas com conhecimento direto de supostas irregularidades ocorridas durante a gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino no comando da entidade.
A agência federal se reuniu com o empresário Guillermo Tofoni. O FBI analisa se transações ligadas à Associação de Futebol Argentino (AFA) podem configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude por meio do sistema bancário dos Estados Unidos. A informação é do jornal argentino La Nación.
No entanto, procurado pelo jornal argentino, o empresário optou por não confirmar nem negar a reunião com o FBI.
De acordo com informações preliminares, a federação teria movimentado centenas de milhões de dólares por meio do sistema financeiro norte-americano. A apuração busca identificar se parte dessas transações resultou em crimes sob a jurisdição dos EUA. Os investigadores tentam entender como a entidade, sediada na Argentina, operava nos Estados Unidos.




Argentina está nas quartas de final da Copa do Mundo
Europa Press Sports/Europa Press via Getty ImagesA Argentina tenta conquistar o seu segundo título seguido
Chris Brunskill/Fantasista/Getty ImagesLionel Scaloni, treinador da seleção argentina
Buda Mendes/Getty ImagesA TourProdEnter LLC, empresa de propriedade do produtor teatral Javier Faroni, que administrava a cobrança dos contratos comerciais da organização no exterior, também está sob investigação.
O Departamento de Justiça considera convocar ex-funcionários do governo de Javier Milei que tiveram acesso a informações sigilosas sobre a AFA para depor no caso.
A investigação é liderada pelos procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger. Eles concentram o inquérito nas atividades da TourProdEnter LLC, após a empresa ter assumido a função de agente de cobrança dos contratos da AFA.
A TourProdEnter LLC administrou pelo menos US$ 260 milhões (R$ 1,342 bilhão) em receitas da AFA. A diligência busca apurar o fluxo de fundos geridos por Faroni e pela sua esposa, Erica Gillette, por meio do sistema financeiro dos EUA.
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No entanto, apenas uma parte desses fundos pode ser diretamente vinculada a despesas operacionais identificáveis da organização liderada por Tapia. Cerca de US$ 57 milhões (R$ 294 milhões) foram distribuídos entre diversas empresas e beneficiários cuja justificativa econômica não foi vista na documentação analisada pelo jornal argentino.


