Os contratos de minidólar (WDOU26), com vencimento em setembro, encerraram a última sessão (12/08) em alta de 0,59%, aos 5.214 pontos, completando o terceiro avanço consecutivo. A inflação dos Estados Unidos veio em linha com o esperado e reduziu as apostas em uma alta dos juros pelo Fed, levando a moeda a recuar inicialmente até R$ 5,1382. O movimento, porém, perdeu força ao longo da tarde diante da cautela com os cenários doméstico e internacional.
No Brasil, o mercado e a Bolsa ainda digeriam a pesquisa eleitoral e o rebaixamento das ações brasileiras pelo JPMorgan, após a sessão negativa da véspera. Para os traders de minidólar, o foco nesta quinta-feira estará no índice de preços ao produtor dos EUA, que poderá trazer novos sinais sobre a trajetória dos juros do Fed, além da percepção de risco local e do comportamento global da moeda norte-americana.
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Análise do gráfico de 15 minutos
No gráfico de 15 minutos, observo que o minidólar encerrou a última sessão com fluxo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. O contrato acumulou a terceira alta consecutiva, configuração que mantém os compradores em vantagem no curtíssimo prazo. A continuidade desse movimento, no entanto, dependerá do rompimento das resistências seguintes.
Para prolongar a alta nesta quinta-feira, considero necessária a entrada de volume comprador capaz de superar a região de 5.222/5.232,5 pontos. Acima dessa faixa, o minidólar poderá avançar em direção a 5.255/5.275 pontos. Caso o fluxo comprador ganhe intensidade, o alvo mais longo estará na resistência de 5.295/5.303,5 pontos.
Em sentido contrário, uma retomada da pressão vendedora dependerá da perda do suporte em 5.197/5.180,5 pontos. Abaixo desse intervalo, o movimento corretivo poderá ganhar força e conduzir o contrato à região de 5.159/5.145 pontos. Em uma queda mais prolongada, o próximo objetivo estará em 5.122,5/5.102,5 pontos.
No gráfico diário, observo que o minidólar deu continuidade ao movimento de alta e permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Na minha avaliação, essa configuração reforça o viés positivo, embora o contrato ainda precise romper resistências importantes para ampliar o avanço.
Para prolongar a alta, acompanho inicialmente a superação da região de 5.255/5.303,5 pontos. O rompimento dessa faixa poderá abrir espaço para um movimento em direção a 5.377,5/5.490 pontos.
Por outro lado, uma retomada do fluxo vendedor dependerá da perda dos suportes em 5.142, 5.087 e 5.016 pontos. Abaixo dessas referências, a pressão de baixa poderá ganhar intensidade e levar o contrato à faixa de 4.946/4.910,5 pontos. O IFR (14) está em 58,77 pontos, permanecendo em zona neutra e sem indicar sobrecompra ou sobrevenda.

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Dólar futuro (WDOU26): Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o minidólar também encerrou a última sessão com fluxo positivo e acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Esse posicionamento mantém o cenário favorável aos compradores no curto prazo, mas a continuidade da alta dependerá da superação das resistências mais próximas.
Para prolongar o movimento comprador, o contrato precisará romper inicialmente a região de 5.232,5/5.255 pontos. Acima dessa faixa, a próxima resistência estará em 5.295/5.303,5 pontos. Caso os rompimentos sejam acompanhados por maior volume comprador, o minidólar poderá buscar 5.350 pontos e, em um movimento mais longo, 5.378 pontos.
Para retomar a baixa, acompanho a perda dos suportes em 5.180,5, 5.159 e 5.145 pontos. Abaixo dessas regiões, o fluxo vendedor poderá ganhar intensidade e conduzir o contrato à faixa de 5.122,5/5.102,5 pontos. Em uma correção mais prolongada, o alvo estará em 5.087/5.071 pontos.

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
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