Belo Horizonte — O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) ironizou a decisão da Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) que determinou a suspensão das transmissões ao vivo do Discord no Brasil. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar atribuiu a medida à influência da primeira-dama Janja Lula da Silva e afirmou que a decisão deve repercutir mal entre os jovens em ano eleitoral.
“A nossa camisa 10 e faixa, que é a Janja, acaba de, através da sua influência, derrubar as lives no Discord”, disse Nikolas, em tom irônico. “Mais uma vez, obrigado, porque o eleitorado jovem desse país vai amar. Uma salva de palmas para a Janja”, continuou. A ex-primeira dama defendeu a derrubada de lives da plataforma na última semana.
A lógica da Janja é boa demais! 🙏🏻 Nossa 10 e faixa. pic.twitter.com/lM66VYIFt3
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) August 12, 2026
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“Segundo a lógica da esquerda, você sempre tem que derrubar a plataforma por causa de um criminoso, né? Então, se for assim, nós vamos ter que proibir faca também. Faca mata gente. Nós vamos ter que proibir o Instagram também, porque o Instagram também tem lives e postagens criminosas. Nós vamos ter que proibir os carros também. Carro também é usado para poder matar gente”, afirmou.
Nikolas também alegou que a decisão atinge a ferramenta, mas não resolve o problema dos crimes praticados por usuários. “É inacreditável que você derruba as lives no Discord, mas não tem nada para poder combater o criminoso”, declarou.
Lives suspensas após morte de menina
A ANPD determinou, nessa quarta-feira (12/8), a suspensão da função de transmissões ao vivo do Discord no Brasil. A medida ocorreu após a morte de uma adolescente de 13 anos durante uma live na plataforma.
Segundo as investigações, a jovem teria sido induzida, coagida e ameaçada por integrantes de um grupo até tirar a própria vida. Uma operação conjunta das polícias civis de cinco estados cumpriu, em 4 de agosto, mandados contra suspeitos de envolvimento no caso.
O Discord contestou a caracterização feita pela ANPD e afirmou que havia derrubado o servidor privado relacionado ao episódio antes da morte da adolescente. A empresa também disse que não tolera grupos que promovam ou incentivem violência e que segue cooperando com as autoridades.

