A menopausa é um fenômeno natural na vida da mulher que provoca mudanças no corpo devido à queda na produção de hormônios. No entanto, sintomas como dor durante o sexo, ressecamento vaginal e perda da libido não devem ser normalizados.
A busca por acompanhamento médico pode ajudar a aliviar esses desconfortos e proporcionar mais qualidade de vida.
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Segundo o ginecologista Guilherme Henrique Santos, a redução dos níveis de estrogênio é a principal mudança que traz maior impacto na vida sexual da mulher. Isso porque a condição provoca mudanças nos tecidos da vulva e da vagina.
“A mucosa pode ficar mais fina, menos elástica e com menor lubrificação, favorecendo ressecamento, ardência e dor durante a relação sexual. Essas alterações fazem parte da chamada síndrome geniturinária da menopausa.






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South_agency/Getty ImagesA redução hormonal também pode contribuir para mudanças no desejo e na resposta sexual, mas a libido é multifatorial. “Aspectos emocionais, relacionamentos, sono, medicamentos, saúde geral e outras condições clínicas também podem interferir. Por isso, não devemos atribuir automaticamente toda redução do desejo à menopausa.”
Sintomas frequentes não precisam fazer parte da rotina
De acordo com o ginecologista da Onne Clinic, o ressecamento e a dor podem estar relacionados à queda do estrogênio, mas também é importante investigar outras causas quando os sintomas aparecem.
“A dor durante a relação, por exemplo, pode gerar um ciclo de desconforto, antecipação da dor e redução do desejo. Da mesma forma, a diminuição da libido não tem uma única causa e precisa ser avaliada dentro do contexto de cada mulher. Quando esses sintomas interferem na vida sexual ou no bem-estar, existem alternativas de tratamento e vale procurar avaliação ginecológica.”

O médico ressalta que sempre que os sintomas forem persistentes, recorrentes ou começarem a interferir na qualidade de vida, vale conversar com o ginecologista.
“Dor durante a relação não deve ser normalizada, principalmente quando é nova ou está se intensificando. Sangramento após a relação sexual também merece avaliação médica e não deve ser atribuído automaticamente à menopausa. O mesmo vale para sintomas urinários recorrentes, ardência, coceira ou alterações que não melhoram com medidas simples”, diz Guilherme.
Tratamentos
Segundo o profissional, o tratamento para a melhora da saúde íntima depende dos sintomas, da intensidade do quadro, do histórico de saúde e das preferências da paciente. Para sintomas mais leves, hidratantes vaginais e lubrificantes podem ajudar no controle do ressecamento e do desconforto durante a relação.
Quando há síndrome geniturinária da menopausa, tratamentos locais com estrogênio vaginal estão entre as opções com melhor respaldo clínico, mas existem também outras alternativas hormonais e não hormonais para situações específicas.
“A abordagem pode ainda incluir fisioterapia do assoalho pélvico e estratégias voltadas à saúde sexual. O tratamento deve ser individualizado, especialmente em mulheres com histórico de câncer hormônio-dependente ou outras condições que exijam cuidados específicos”, conclui o ginecologista Guilherme Henrique Santos.

