SÃO PAULO, 20 Jul (Reuters) – As taxas dos DIs alternaram altas e baixas nesta segunda-feira e encerraram a sessão com ganhos leves nos contratos a partir de janeiro de 2028, em meio ao cenário nebuloso da guerra no Oriente Médio, enquanto os rendimentos dos Treasuries tiveram altas firmes.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2027 estava em 13,915%, com baixa de 5 pontos-base ante o ajuste de 13,962% da sessão anterior. O DI para janeiro de 2028 marcava 14,12%, em alta de 2 pontos-base ante 14,105%.
Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 marcava 14,62%, com elevação de 3 pontos-base ante 14,591%.
Em um dia de agenda de indicadores esvaziada no Brasil, os agentes se voltaram para o exterior, onde EUA e Irã intensificaram seus ataques. A Guarda Revolucionária do Irã disse mais cedo ter atacado alvos militares dos EUA em todo o Oriente Médio, após mais uma noite de bombardeios norte-americanos contra cidades iranianas.
O petróleo Brent, que chegou a superar os US$90 o barril mais cedo, mostrou maior acomodação durante a manhã, chegando a ceder em alguns momentos, para à tarde voltar a subir, com o presidente dos EUA, Donald Trump, prometendo vingança contra o Irã pela morte de soldados norte-americanos.
As taxas dos DIs também mostraram volatilidade, oscilando entre altas e baixas em diferentes momentos do dia.
Após atingir a máxima de 14,155% (+5 pontos-base) às 9h04, logo após a abertura, a taxa do DI para janeiro de 2028 marcou a mínima de 14,005% (-10 pontos-base) às 10h30, para depois retornar ao pico de 14,155% às 15h41, encerrando o dia em alta.
Pela manhã, o boletim Focus mostrou que a mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação neste ano variou de 5,16% para 5,15% e no ano que vem seguiu em 4,20%.
Já a taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 permaneceu em 14,00%, o que pressupõe mais um corte de 25 pontos-base ainda este ano. Para o encerramento de 2027 a Selic esperada seguiu em 12,00%. Atualmente a taxa básica está em 14,25% ao ano.
No mercado, investidores e analistas esperam, em sua maioria, por um corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, mas há dúvidas sobre o que o Banco Central fará na reunião seguinte do Comitê de Política Monetária (Copom), em setembro.
Na última quinta-feira — atualização mais recente — a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 81% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 18,9% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Para setembro, os percentuais eram de 52% para novo corte de 25 pontos-base e 39% para manutenção.
“A reunião de setembro depende de como vai evoluir o conflito entre EUA e Irã e de como será o comportamento do petróleo”, pontuou o estrategista-chefe e sócio da EPS Investimentos, Luciano Rostagno.
Às 16h35, em meio às preocupações com os efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio, o rendimento do Treasury de dez anos — referência global para decisões de investimento — subia 5 pontos-base, a 4,592%.
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