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Este jovem da geração Z largou a faculdade e ficou milionário com vendas no TikTok

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Este jovem da geração Z largou a faculdade e ficou milionário com vendas no TikTok

Assim como as anteriores, a geração Z também busca modelos de sucesso profissional. Mas, em vez de querer seguir os passos dos pais em carreiras corporativas tradicionais, muitos jovens estão de olho na crescente indústria dos influenciadores digitais. E, à medida que a economia dos criadores de conteúdo continua ampliando seu alcance e sua lucratividade, criadores como Logan Walter vêm comprovando, na prática, o valor desse mercado.

Walter já alcançou o status de milionário aos 21 anos, apenas dois anos depois de começar a vender produtos de lifestyle na TikTok Shop e seis anos após publicar seu primeiro vídeo na plataforma. O que começou como uma forma criativa de expressão para um adolescente de 15 anos acabou se transformando em uma história extremamente lucrativa.

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O popular aplicativo de vídeos curtos, usado por 150 milhões de americanos, é hoje tão fértil para oportunidades econômicas quanto para entretenimento. E, com apenas um celular com câmera e uma conexão razoável à internet, nunca foi tão fácil entrar na onda da economia dos criadores.

“No momento em que a pandemia começou, eu baixei o TikTok porque precisava de alguma coisa para me sentir criativo”, contou Walter à Fortune. “Comecei a postar vídeos tentando levar um pouco de leveza para as pessoas. Sinceramente, tentei até fazer aquelas danças engraçadas. Era tudo por diversão. Eu nunca imaginei o que estava começando a construir aos 15 anos.”

O projeto pessoal de Walter cresceu até virar uma carreira de verdade em fevereiro de 2024, quando ele percebeu o potencial de vender pela TikTok Shop, o marketplace da plataforma onde usuários podem comprar produtos exibidos nos vídeos. Hoje, ele ganha mais do que muitos colegas da mesma idade vendendo produtos de beleza na plataforma.

O influenciador da geração Z recebe dezenas de milhares de dólares por mês promovendo produtos da Medicube e da Neutrogena para seus mais de 250 mil seguidores. Nos últimos dois anos, ele acumulou bem mais de US$ 1 milhão com avaliações de produtos, publicidade e parcerias com marcas.

Largando a faculdade e aproveitando o potencial da TikTok Shop

Walter rapidamente percebeu que produzir conteúdo para a TikTok Shop era um caminho acelerado para seguir sua verdadeira paixão: o empreendedorismo.

O criador de conteúdo, que mora em Washington, D.C., já tinha cerca de 100 mil seguidores no TikTok quando começou a vender produtos usando o recurso de compras da plataforma.

Na época, ele estava no primeiro ano da faculdade, cursando presencialmente seu bacharelado havia menos de um ano, quando começou a vender produtos de beleza e lifestyle.

E o jovem da geração Z rapidamente ganhou fama nas redes sociais com conteúdos sobre cuidados com a pele. Seus vídeos promovendo produtos da Dr. Millex acumularam dezenas de milhões de visualizações, e ele se tornou um dos principais vendedores da marca.

Encontrar seu nicho como um dos maiores afiliados masculinos de beleza e autocuidado da TikTok Shop, em um espaço dominado por mulheres, abriu caminho para seu sucesso na disputada economia dos influenciadores.

“Passei anos nessa jornada contra a acne… então eu sempre testava produtos de skincare”, diz o jovem de 21 anos. “Muita gente fala que eu trouxe uma vibe do YouTube para o TikTok. Eu colocava música de fundo e efeitos sonoros, mas mantinha tudo autêntico. Muita gente soa como vendedor demais, mas o que percebi é que você precisa ser autêntico e falar de algo com que talvez esteja lidando pessoalmente, conectando isso ao produto.”

No primeiro mês vendendo pela TikTok Shop, em 2024, Walter faturou US$ 3 mil. Quando chegou o verão americano, um vídeo em que ele promovia uma regata viralizou e alcançou milhões de visualizações. Pouco depois, o empreendedor já estava faturando mais de US$ 20 mil por mês, tudo isso enquanto conciliava a rotina de estudante universitário em tempo integral.

“Eu quase não dormia”, relembra Walter. “Eu acordava, fazia minhas aulas do dia, tentava concluir os trabalhos e depois passava para a parte mais empresarial da rotina… até que pensei: ‘Por que estou fazendo isso? Eu deveria continuar construindo meu negócio.’”

Em fevereiro de 2024, ele abandonou o curso presencial e passou a estudar on-line em uma universidade local para ter mais tempo livre, tocando o negócio do próprio quarto de infância. Mas o chamado do empreendedorismo — junto com sua renda impressionante — acabou sendo forte demais para ignorar.

Walter decidiu abandonar de vez os estudos virtuais em maio de 2025, depois de concluir o segundo ano da faculdade, justamente quando seu negócio estava explodindo. O criador de conteúdo começou a fechar contratos fixos, trabalhar com grandes marcas e assinar pacotes mensais de vídeos. Sua comissão quase triplicou.

Desde então, o jovem da geração Z montou um portfólio impressionante de clientes, incluindo grandes marcas como Pacsun, Gap, Under Armour, Steve Madden e Cerave.

Ele afirma ganhar cinco dígitos por mês com o recurso de compras do aplicativo e com parcerias com empresas americanas e coreanas, administrando sozinho toda a operação do negócio. E, na primeira edição do Goli Gala deste ano — um evento de gala da TikTok Shop organizado pela Goli Nutrition —, ele foi indicado ao prêmio de melhor criador de esquetes.

Os conselhos de Walter para outros aspirantes a influenciadores

Apesar do estranhamento de gerações mais velhas, os jovens nativos digitais vêm provando que as redes sociais podem ser um caminho para o sucesso financeiro. Plataformas como YouTube e TikTok impulsionaram carreiras milionárias como as de Jimmy Donaldson (“MrBeast”), Addison Rae, Charli D’Amelio e Alex Warren.

E a próxima geração de trabalhadores acompanha essas trajetórias com entusiasmo. Mais de 30% das crianças da geração Alpha entre 12 e 15 anos disseram querer uma carreira no YouTube, enquanto 21% afirmaram sonhar em se tornar criadores no TikTok, segundo um relatório de 2025 da Whop.

Para a sorte deles — e de outros aspirantes a influenciadores —, Walter afirma que a barreira de entrada no setor é bastante baixa: basta ter um celular com câmera e uma “personalidade autêntica”.

Criadores podem investir em equipamentos como anel de iluminação ou tripé para melhorar a produção, mas nada disso é obrigatório para começar a construir uma marca pessoal. Ainda assim, o influenciador de autocuidado alerta os novatos para moderarem as expectativas de sucesso rápido.

“É complicado, porque acho que muita gente não vê necessariamente os resultados que outras pessoas compartilham”, afirma o criador, explicando que muitos acabam se desanimando com poucas visualizações e deixam de publicar conteúdo regularmente.

“Mas você simplesmente precisa continuar aparecendo… É um trabalho que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana, mas ninguém consegue estar 100% todos os dias. Mesmo nos dias mais difíceis, você ainda precisa aparecer por si mesmo.”

Walter recomenda que criadores iniciantes analisem cuidadosamente seus dados quando um vídeo viralizar — e alerta para não comemorar cedo demais. Se as pessoas abandonam rapidamente o vídeo, talvez seja hora de mudar a estratégia. Walter recomenda começar os vídeos com um “gancho triplo” para criar um “ciclo de curiosidade” e prender a atenção do público.

Mas, acima de tudo, ele aconselha quem quer alcançar o mesmo sucesso a manter a autenticidade. O influenciador da geração Z acredita que a próxima grande transformação das redes sociais será o afastamento da “era dos influenciadores extravagantes”, à medida que as pessoas buscam mais autenticidade — e isso pode representar uma vantagem competitiva.

“As pessoas precisam encontrar seu diferencial competitivo”, diz Walter. “Todo mundo tem coisas pelas quais é apaixonado ou se interessa, e fica mais fácil compartilhar produtos ou experiências que realmente fazem sentido para você.”

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