A influenciadora e ex-A Fazenda Deolane Bezerra foi presa na manhã desta quinta-feira (21), durante operação da Polícia Civil e Ministério Público de São Paulo contra lavagem de dinheiro para o PCC. Antes da prisão, a famosa estava em viagem de luxo por Roma e desembarcou no Brasil um dia antes da operação policial.
Segundo informações do jornal O Globo, Deolane chegou a ter o nome incluído na lista da Difusão Vermelha da Interpol antes da prisão, já que estava em viagem internacional nas últimas semanas. Ela desembarcou no Brasil na última quart (20).
A Difusão Vermelha da Interpol não é um mandado de prisão internacional, mas um alerta global para localização de um foragido internacional, que pode ser preso provisioriamente. O objetivo da lista é que considerados fugitivos possam responder aos processos criminais e cumpram penas. A Interpol, por sua vez, não prende ninguém, são as leis do país em questão que irão valer.
Segunda prisão de Deolane Bezerra
De acordo com a operação, Deolane estaria envolvida com transações para Marcola, usando as próprias contas para mandar dinheiro para uma transportadora de cargas, que lavaria dinheiro para Marcola e os parentes dele. Essa é a segunda prisão de Deolane, que já foi presa em setembro de 2024, em operação contra prática de jogos ilegais e lavagem de dinheiro.
Deolane é acusada de usar fama e o alto poder aquisitivo para mascarar as transações com altos valores. Segundo a investigação, a influenciadora teria recebido R$ 1 milhão em depósitos fracionados abaixo de R$ 10 mil, em técnica conhecida por lavagem de dinheiro.
Também foi apontado quase 50 depósitos feitos para duas empresas de Deolane Bezerra, no valor total de R$ 716 mil. A Justiça pediu bloqueio de R$ 27 milhões em nome da famosa, o valor não teve origem comprovada e possui indicativos de lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que imagens encontrada no celular de Ciro Cesar Lemos, que é apontado como a "cabeça" por trás do esquema, mostraram depósitos em contas de Deolane e Everton de Souza, que é considerado pela polícia como operador financeiro do PCC.
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