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Amorim: Vamos esperar que crise torne o Paraguai mais próximo do Mercosul

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 3 horas)
Amorim: Vamos esperar que crise torne o Paraguai mais próximo do Mercosul

O assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Celso Amorim, se manifestou nesta quinta-feira (5) sobre a crise política no Paraguai, após a renúncia de Santiago Peña. Em conversa com a âncora do CNN 360°, Débora Bergamasco, Amorim expressou esperança de que o episódio permita uma maior aproximação do Paraguai ao Mercosul e ao Brasil.

Amorim manifestou o desejo de que a mudança política no Paraguai aproxime o país do Mercosul e o afaste do chamado “Escudo das Américas“, grupo criado por Donald Trump com países alinhados ideológica e politicamente ao seu governo, do qual o Brasil não faz parte. Santiago Peña havia incluído formalmente o Paraguai nesse grupo.

Segundo Amorim, o Paraguai é um país de grande importância para o Brasil. “O Paraguai é um país muito importante para o Brasil, não só pela binacional Itaipu, mas é muito próximo, então sempre nos interessa muito o que acontece por lá”, afirmou.

Críticas ao alinhamento com os Estados Unidos

Amorim também avaliou negativamente o alinhamento do governo de Santiago Peña com Washington. Segundo ele, havia uma ligação muito forte do Paraguai com o governo americano, citando como exemplo o acordo militar firmado entre os dois países, que permitia a presença de militares norte-americanos em território paraguaio para a realização de treinamentos.

A proximidade geográfica com o Brasil tornava essa situação motivo de preocupação para o governo brasileiro.

Amorim ainda destacou que alguns políticos paraguaios adotavam posições críticas em relação ao Brasil, o que, segundo ele, contribuía para um distanciamento entre os dois países. “O Paraguai já esteve muito mais próximo do Brasil do que está ultimamente”, disse.

Esperança de nova fase nas relações bilaterais

Ao comentar a crise que levou à renúncia de Peña, Amorim declarou que o fato ocorreu por razões puramente internas, relacionadas a uma crise bancária, e que aparentemente seguiu o rito constitucional.

Para ele, o episódio abre a possibilidade de avanços positivos. “Eu tenho esperança que esse fato permita que se consiga evoluir positivamente, não só na solução das questões sempre pendentes”, afirmou, referindo-se às disputas históricas sobre energia e Itaipu.

“Esperemos muito que isso possa ocorrer e que, obviamente, ninguém deseja renúncias, nem crises, mas aconteceu”, disse Amorim.

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