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Café fecha em alta em Nova York após semana de baixas

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Café fecha em alta em Nova York após semana de baixas

Os preços do café encerraram a sessão desta sexta-feira (04) em alta, em um movimento de consolidação após as perdas acumuladas ao longo da semana. Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em dezembro avançou 0,08%, negociado a US$ 2,95 por libra-peso.

A recuperação ocorre depois de uma forte pressão sobre as cotações nos últimos dias. A análise do Barchart apontou que o arábica chegou à mínima de um mês, enquanto o robusta atingiu o menor nível em três meses.

Segundo a Barchart, o mercado vem sendo pressionado pela expectativa de aumento da oferta com o avanço da safra brasileira. A situação nos armazéns também reforça essa percepção. A maioria das unidades no Brasil já não está aceitando novos carregamentos devido à redução do espaço disponível.

O cenário pode aumentar a pressão para que produtores que vinham segurando as vendas na expectativa de preços mais altos coloquem mais café no mercado, à medida que a capacidade de armazenamento se aproxima do limite.

Cacau

O mercado de cacau encerrou a sessão em alta moderada, com os preços sustentados por movimentos de cobertura de posições vendidas antes do fim de semana.

O contrato para entrega em dezembro avançou 0,23% e terminou o dia negociado a US$ 6.188 por tonelada. Com o resultado, as cotações se mantiveram acima das mínimas de uma semana registradas na sessão anterior.

Na sessão anterior, os preços recuaram para os menores níveis da semana diante de sinais de que a oferta deve ser suficiente para atender à demanda no curto prazo.

A Barry Callebaut AG, maior processadora de cacau do mundo, afirmou que o mercado global está bem abastecido. Segundo a companhia, esse cenário deixa a cadeia mais preparada para administrar eventuais riscos de oferta do que durante o El Niño de 2023/24, quando as condições climáticas contribuíram para levar os preços do cacau a níveis recordes.

Algodão

Os contratos futuros de algodão encerraram a sessão próximos da estabilidade, com o mercado acompanhando fatores externos e os dados de exportação da commodity.

O contrato para entrega em dezembro recuou 0,14% e terminou negociado a 86,33 centavos de dólar por libra-peso. O vencimento de outubro também registrou baixa, acumulando queda de 73 pontos.

De acordo com o Barchart, entre os fatores acompanhados pelos investidores estiveram o avanço do petróleo bruto, que subiu 38 centavos de dólar por barril, e a queda de 0,190 ponto no índice do dólar americano. As negociações serão retomadas após o feriado do Dia do Trabalho nos Estados Unidos.

No mercado externo, o relatório de vendas para exportação do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) mostrou que as vendas de algodão para a safra 2026/27 somam 4,36 milhões de fardos, alta de 19% em relação ao mesmo período do ano passado.

O volume representa 38% da projeção de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, abaixo da média de 45% registrada nos últimos cinco anos.

Açúcar

Os preços do açúcar encerraram a sessão sem direção definida nas bolsas internacionais, enquanto o mercado segue pressionado pelas incertezas sobre a demanda indiana.

Em Nova York, o contrato com vencimento em outubro ficou estável, a 18,07 centavos de dólar por libra-peso. O Barchart apontou que as cotações recuaram nas duas últimas sessões diante das especulações de que a Índia poderá importar menos açúcar do que o inicialmente previsto.

O governo indiano reduziu de 400 para 200 toneladas o limite de estoque permitido para revendedores de açúcar, em uma medida válida entre 15 de setembro e 20 de novembro. A decisão busca conter a especulação e ampliar a disponibilidade do produto no mercado doméstico.

Com estoques internos maiores, a medida pode reduzir a necessidade de importações pela Índia e aumentar a oferta disponível no mercado, limitando o espaço para novas altas nas cotações.

Apesar da pressão recente, o mercado vinha sustentado pela perspectiva de déficit global. A Organização Internacional do Açúcar projetou nesta semana um déficit de 200 mil toneladas para a safra 2026/27, após estimar um superávit de 1,1 milhão de toneladas na temporada 2025/26.

Esse cenário chegou a levar o açúcar negociado em Nova York à maior cotação em cerca de 16 meses, enquanto o contrato em Londres atingiu o maior nível em uma semana.

Suco de Laranja

O contrato futuro do suco de laranja com vencimento em novembro encerrou a sessão em alta de 0,26%, negociado a US$ 1,56 por libra-peso.

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