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Estudante de 16 anos cria plataforma para ajudar jovens no 1° voto

Radar Olhar Aguçado(há cerca de 2 horas)
Estudante de 16 anos cria plataforma para ajudar jovens no 1° voto

Um estudante de 16 anos criou uma plataforma digital para explicar o sistema político brasileiro de forma acessível e ajudar outros jovens a conhecer melhor os candidatos antes do primeiro voto. O site, chamado VOTAE, reúne dúvidas sobre as funções de cargos públicos, traduz termos políticos, explica como nascem as leis e como funciona o Congresso.

No Brasil, os jovens que desejam participar do processo eleitoral podem dar o primeiro passo antes mesmo de completar 16 anos. Segundo a legislação eleitoral, é permitido tirar o título a partir dos 15 anos, mas, para poder votar, é necessário ter ao menos 16 anos até a data do pleito. O voto é obrigatório apenas para maiores de 18 anos.

Neste ano, o primeiro turno das eleições está marcado para 4 de outubro. Caso necessário, o segundo turno acontece no dia 25 do mesmo mês. No pleito, os eleitores devem fazer seis escolhas, são elas: deputado federal, estadual, dois senadores, governador e presidente.

Ao tirar o título de eleitor, Maurício Melzer percebeu que não sabia o que fazer dali em diante. Conversando com amigos, viu que as dúvidas que tinha sobre quais representantes escolher e em relação à composição de órgãos públicos, por exemplo, eram mais frequentes do que pensava.

“Quando tirei meu título de eleitor, pensei: ‘E agora?’. Eu não entendia quais eram as responsabilidades de cada cargo nem como conhecer melhor quem me representava. Conversando com amigos, percebi que essa dúvida era muito comum entre os jovens”, disse Maurício.

Ele contou que teve a ideia a partir das dúvidas dos colegas e ao perceber que muitos adolescentes tinham interesse por política, mas não sabiam onde encontrar informações confiáveis e claras sobre o tema.

A plataforma, que tem dois meses e meio de operação, reúne conteúdo didático e o perfil de mais de 20 mil candidatos, representantes e lideranças políticas, tudo organizado a partir de informações públicas e oficiais. Os dados são extraídos por meio de uma API (Interface de Programação de Aplicações) direta com o TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

“Acredito que votar vai muito além de apertar um número na urna. É importante conhecer como o país funciona e quem nos representa para tomar decisões mais conscientes”, afirmou Maurício, destacando que a plataforma é apartidária e apenas organiza informações públicas de forma acessível, sem recomendar candidatos, partidos ou posicionamento político.

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