Mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no celular de Cláudio Castro apontam que o ex-governador participou do planejamento de obra de R$ 245 mil para construção de adega em casa de empresário. Conforme a corporação, o político se comportava como proprietário do imóvel, embora a casa estivesse registrada em nome de terceiro.
O uso da mansão de empresário por Castro foi revelado pela coluna em julho. A autoridade policial analisou diálogos mantidos pelo governador e registrados no aparelho apreendido na Operação Sem Refino, deflagrada pela PF.






Casa número um do Villa Locanda Residenze
Hugo Barreto/MetrópolesCondomínio de luxo na Região Serrana do Rio de Janeiro conta com heliponto
Hugo Barreto/MetrópolesCasa pertence ao empresário Luiz Fernando Gomes, que tem contratos milionários no governo do Rio de Janeiro
Hugo Barreto/MetrópolesO imóvel foi anunciado por R$ 2,4 milhões
Ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro
Vinícius Schmidt/MetrópolesA PF, em relatório, aponta que Castro “exercia poderes típicos de quem detinha a posse e o controle fático do imóvel”.
Além de tratar de questões do cotidiano, como reparos e a preparação do imóvel para receber visitas, os diálogos revelam tratativas sobre a evolução de obras no imóvel. Castro, conforme a PF, chegava a se referir a um projeto de construção de uma adega como “minha obra”.
O imóvel é avaliado em R$ 2,4 milhões e fica localizado em um condomínio em Petrópolis, cidade imperial da Região Serrana do estado. O espaço também conta com heliponto e fica próximo a um centro gastronômico.




Dono da casa, o empresário Luiz Fernando Gomes atua no ramo da construção civil no estado do Rio de Janeiro. Ele é possui mais de 20 empresas, entre elas a Enge Prat, que tem 13 contratos com o governo fluminense. Os dois primeiros foram firmados em 2018, em um total de R$ 1,9 milhão. Com a posse de Cláudio Castro, o empresário viu seu faturamento crescer 17.660%.
A partir de 2022, após Cláudio Castro assumir o Palácio Guanabara, a Enge Prat firmou mais 11 contratos com o Executivo fluminense, em um total de R$ 355,2 milhões. Desse valor, R$ 49,6 milhões foram firmados sem licitação.

