O senador republicano pelo Texas, Ted Cruz, rejeitou de forma categórica qualquer possibilidade de aceitar uma indicação para a Suprema Corte dos Estados Unidos.
Durante sua participação no podcast “Hang Out with Sean Hannity”, Cruz afirmou de maneira veemente que sua resposta ao presidente Donald Trump sobre uma potencial nomeação seria “não apenas não, mas “inferno não””.
Cruz explicou que prefere permanecer na arena política e no Congresso em vez de assumir uma cadeira vitalícia no tribunal. Segundo ele, “um juiz federal de princípios se mantém fora da política e fora de disputas de políticas públicas”.
O senador republicano acrescentou que como seu desejo é continuar participando de forma direta e combativa dessas batalhas políticas, a magistratura restringiria severamente sua atuação.
Ted Cruz destacou que não toma essa posição de forma leviana, pois a Suprema Corte é uma instituição que ele “reverencia” profundamente. Cruz admitiu que sua resposta surpreende muitas pessoas, visto que ele passou a maior parte de sua vida profissional atuando no âmbito da própria Corte e que esse cargo representa o “sonho de vida” da maioria dos profissionais do direito.
Apesar da rivalidade histórica que tiveram durante as primárias presidenciais republicanas de 2016, Ted Cruz descreveu Trump atualmente como um “bom amigo”. Ele relembrou uma brincadeira feita por Trump no passado, sugerindo que Cruz seria o único nomeado a conseguir “100% dos votos dos democratas e 100% dos republicanos” no Senado, simplesmente porque todos os legisladores gostariam de “tirá-lo do Congresso”.
Embora o republicano tenha integrado a lista de 20 possíveis indicados de Trump para a Suprema Corte em 2020, o que ele qualificou na época como uma “imensa honra” e um gesto “humilde”, ele reiterou que se sente “abençoado por liderar a luta para preservar as liberdades constitucionais” a partir de sua cadeira no Senado, onde atua desde que foi empossado em 2013.

