Milhares de pessoas se reuniram em Washington nesta sexta-feira (28) para alertar que o direito ao voto e outras liberdades estão mais uma vez sob ameaça.
O evento acontece mais de seis décadas após Martin Luther King. Jr fazer seu discurso sobre o sonho de um país mais justo.
Líderes dos direitos civis reiteraram as mesmas reivindicações que ele fizera nos degraus do Memorial Lincoln duas gerações e meia atrás: a de que a luta pela igualdade permanece inacabada.
O evento, chamado “Marcha sobre Washington 2026: Defenda o Voto” (*March on Washington 2026: Defend the Vote*), atraiu milhares de pessoas ao National Mall, incluindo sindicalistas, estudantes, membros de fraternidades e irmandades universitárias historicamente negras e participantes de todas as idades vindos de várias partes do país.
A mobilização foi organizada pela National Action Network, de Al Sharpton, e pelo Drum Major Institute, de Martin Luther King III e Arndrea Waters King, em parceria com mais de 90 organizações comunitárias, incluindo a NAACP e a National Urban League.
A marcha ocorre após a Suprema Corte ter enfraquecido, neste ano, uma disposição fundamental da Lei de Direitos de Voto (Voting Rights Act), desencadeando uma série de disputas sobre o redesenho de distritos eleitorais no Sul; legislativos estaduais controlados por republicanos agiram rapidamente — em alguns casos, em questão de dias — para redesenhar os mapas eleitorais para o Congresso a tempo das eleições de meio de mandato (midterms) em novembro.
A programação teve início às 9h, horário local, e contou com a participação de oradores como Yolanda Renee King, neta de Martin Luther King Jr., e seu filho, Martin Luther King III, além do senador Bernie Sanders (Vermont) e da deputada democrata Alexandria Ocasio-Cortez (Nova York).

