A esposa de Lito Sousa, Mila Seild, compartilhou um novo vídeo no canal do YouTube do marido, “Aviões e Música”, nesta quarta-feira (26), no qual ele se emociona ao falar sobre a possibilidade de deixar a mulher e o filho, que tem apenas sete anos. O registro foi gravado no dia em que ele recebeu o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob, uma condição neurodegenerativa rara.
“A parte mais difícil vai ser da minha esposa e provavelmente do meu filho”, disse ele. Lito ressaltou que, para ele, a ideia da morte é um pouco mais “fácil”.
“Eu não tenho medo de morrer, não tenho, porque eu vivi uma vida boa, uma vida em que eu nunca fiz mal a ninguém”, afirmou. “Mas eu não sei como eu falo para ele que eu vou virar estrelinha. Eu não sei a saudade que ele vai sentir”, completou.
“Eu queria ter muito mais tempo com ele, eu queria tomar muita caneta dele, que ele joga bola”, disse, referindo-se à atividade esportiva do filho.
Apesar de já estar debilitado pela doença, Lito afirmou que permanece com esperança.
“Eu queria falar para vocês que, apesar da notícia que não é nada boa, o jogo só acaba quando termina. Já vi o Palmeiras virar para cima do Botafogo muito depois do tempo regulamentar. E vocês sabem que eu sou um homem de ciência, mas eu também sou um homem de muita fé, e a gente nunca sabe o que pode acontecer. Vai que eu sou escolhido para continuar esse trabalho?”, destacou.
“Não acabou ainda, tá, gente. De repente eu faço uma parte 2 desse vídeo”, completou.
Mila Seild confessou ao longo do vídeo que demorou a postar a gravação porque não conseguia assistir ao relato. “Ali vocês vão sentir a dor”, comentou ela.
Lito Sousa recebeu o diagnóstico de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma doença rara e degenerativa que causa a perda de movimentos e demência e não tem tratamento disponível. Mila Seidl busca a inclusão do marido em estudos experimentais, conduzidos na Europa e nos Estados Unidos.
Ele ficou conhecido pelo canal Aviões e Música, no qual explica o funcionamento de aeronaves e temas ligados à aviação.
Assista ao vídeo na íntegra:
Doenças raras: por que diagnóstico leva anos e como virar o jogo

