A bicampeã olímpica com a Seleção Brasileira de vôlei feminino, Sheilla, se manifestou neste domingo (16) em apoio a Tifanny. A ex-jogadora demonstrou empatia com a atleta após a repercussão da nova política adotada pela Confederação Brasileira de Voleibol (CBV) para a categoria feminina.
Em publicação nas redes sociais, a medalhista de ouro em Pequim-2008 e Londres-2012 destacou que Tifanny construiu sua trajetória no vôlei seguindo as regras estabelecidas pelas próprias entidades esportivas e chamou atenção para o impacto da situação na vida da atleta.
“Tenho acompanhado tudo o que aconteceu nos últimos dias com a Tifanny. Ela construiu sua carreira no voleibol brasileiro cumprindo os critérios estabelecidos pelas próprias entidades esportivas e agora está vivendo um momento que impacta diretamente sua carreira e sua vida. No meio de tantas opiniões, discussões e julgamentos, acho importante não esquecer de quem está vivendo tudo isso. Porque tem horas em que, para além da discussão sobre regras e elegibilidade, precisamos olhar para a pessoa. Para a Tifanny. Para a atleta que construiu sua história dentro das quadras”, disse Sheilla.

Entenda o caso
A CBV anunciou, na última sexta-feira (14), a adesão à política do Comitê Olímpico Internacional (COI). A diretriz limita a elegibilidade para a categoria feminina exclusivamente a atletas do sexo biológico feminino.
Com a nova regra, as jogadoras terão que apresentar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, associado ao desenvolvimento masculino. A política, que já existe internacionalmente, gerou grande repercussão no Brasil por sua aplicação e pelo impacto direto na carreira de atletas como Tifanny.
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